Inicialmente meu motivo pra ler Komi-san foi sua aparência. Sua franja me lembrou características de personagens de animes antigos.
Depois de ler os primeiros capítulos com poucas páginas e humor simples eu percebi que esse mangá não foi feito pra ser algo extraordinário, no começo aceitei a proposta e continuei lendo na esperança de que algo mudasse. É bem fácil perceber que não é uma romance, mesmo os protagonistas tendo sexos diferentes. Não é pra ser emocionante, dramático ou extravagante. Komi-san é feito pra ser simples, e funciona muito bem seguindo esse estilo. Da pra notar claramente algumas dessas coisas quando o primeiro ato significativo de romance só acontece no capítulo 118, e antes disso tudo que você vai ter são pequenas referências amorosas com clichês genéricos. Além é claro, de capítulos curtos com coisas simples do dia-a-dia da nossa protagonista em busca do seu sonho de fazer 100 amigos.
O desenvolvimento dos personagens é mostrado de maneira lenta, com o passar de cada ano. É muito satisfatório acompanhar a obra a tanto tempo e ver a Komi conseguindo passar de soltar meras frases soltas no celular a conseguir conversar e desabafar. O desenvolvimento dos personagens secundários também não é descartado, em vários capítulos o autor mostra como estão ou o que está acontecendo com personagens que foram apresentados e até alguns que não tem mais tanto contato com a protagonista..
Em um primeiro momento, eu não gostava da transição do primeiro ano do mangá pro segundo. Tendo um sentimento saudosista, eu me apeguei aos personagens e não gostei de ver parte deles indo embora. Só mais tarde tive que entender que a vida não é só flores. Ver a Komi se entendendo com gente nova era uma coisa boa também. Claramente cada classe de cada ano tem um tema e uma característica única, e essa nova classe apresentada nos capítulos mais recentes (320~atualmente) abordou um ângulo que até então não tinha sido mostrado no mangá, que era basicamente uma sala onde ninguém lambe as botas da Komi-san.
É interessante ver o traço do Oda Tomohito evoluindo, já que é de certa maneira, único. Segue uma linha tênue entre o bizarro e o adorável.No mais, Komi-san é um mangá simples que não muda na essência e permanece bom.
Minhas única critica ao mangá é basicamente personagens bons que merecem a chance de serem desenvolvidos, como por exemplo, os dois irmãos dos protagonistas. O problema é que só Deus sabe o que se passa na cabeça do autor que se passa na cabeça do autor.

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