
a review by dopopo

a review by dopopo
Eu gosto de piada de pinto, de verdade, por mais infantil que seja eu não consigo não rir. Eu gosto de piada de mãe, de verdade, por mais infantil que seja eu não consigo não rir se alguém falar "sua mãe aquela gorda". Por essas primeiras frases já da pra deduzir minhas opiniões e o que eu achei do humor de Kangoku Gakuen, mas se você não entendeu, me deixe explicar.
Kangoku Gakuen ou Prison School é um mangá que eu queria ler a tempos, eu sabia pouquíssimo sobre e achava que ia ser realmente algo ruim com as piadas mais fúteis que eu já vi, mas surpreendentemente eu acabei amando o estilo, os personagens e o clímax da história por mais estúpido que ele seja. O plot não é nada mais e nada menos do que um plot de hentai, você tem 5 adolescentes numa escola que era previamente uma escola apenas para garotas e por coincidência esses 5 adolescentes tinham sexo na cabeça 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Em um plano de tentar espiar o banheiro das garotas de sua escola, os 5 bolaram um plano bom o suficiente para serem pegos. Mas, infelizmente ou felizmente, o protagonista Kiyoshi acabou sendo pego por ninguém mais e ninguém menos do que a única garota de sua sala que teve interesse em falar com o mesmo, a fofa e carinhosa Chiyo. Para a sorte dele, Chiyo não conseguiu perceber que era ele quem estava no banheiro e o confundiu com uma amiga. Os outros 4 acabaram sendo pegos no final das contas e logo depois Kiyoshi se juntou a eles e foram todos para a prisão da escola, e aí que começa os motivos por eu achar esse anime tão incrível.
As meninas que cuidam e supervisionam a prisão podem ser muito bem descrevidas como máquinas de tortura, os chutando e fazendo muitas outras coisas terríveis, mas o que é melhor pra cobrir cenas tão horríveis que nem essa do que um bom e velho fan service? Por mais que eu prefira muito mais as cenas de fan service do mangá, o anime não falha em mostrar a beleza das máquinas de tortura, múltiplas cenas podem ser simplesmente descrevidas como um quadro de museu.
No decorrer do anime o plano principal é o protagonista escapar junto com a ajuda de um amigo seu, o incrivelmente engraçado e de certa forma educado, Gakuto! Kiyoshi quer escapar por causa de um encontro com a Chiyo e Gakuto quer que Kiyoshi compre uma figure de um personagem que ele gosta. Mas é quando o plot é apresentado que os problemas aparecem, quero dizer, o único problema aparece.
O ritmo do anime é MUITO rápido, e eu entendo que eles precisavam fazer isso para poder adaptar todo o primeiro arco, já que a história não funcionaria se ele não fosse adaptado por completo. Por causa disso muitas piadas acabaram sendo jogadas no lixo. Mesmo que estrague parte da experiência que o mangá dá, é fácil de entender que também não teria como adaptar tudo em um ritmo bom e o anime continuar extremamente divertido de assistir, já que ficaria muito lento, então por mais que não seja a melhor decisão do mundo, adaptar tudo muito rápido acabou sendo a opção mais razoável.
Em termos de animação, devo dizer que ela não é nada mediana, muitos frames são extremamente detalhados e de alguma forma eles conseguem adaptar o estilo do autor de um jeito bom, que não fica muito detalhado e que também não apaga os traços realistas que o estilo também possuí. Mas, essa animação boa também ajuda na hora das piadas? Eu tendo a acreditar que não, mas isso é grande culpa de como eu já tinha explicado antes, do ritmo. Ás vezes uma piada saía mais lenta ou mais rápida por causa da animação e com certeza me fez rir bem menos fezes que o mangá fez.
A trilha sonora de alguma forma acabou não me decepcionando, e era isso que os momentos épicos e ao mesmo tempo completamente estúpidos do mangá precisavam. Não deixavam as coisas dramáticas de mais e quando deixavam eu não considerei ruim pelo anime já ser uma comédia levada aos extremos. A dublagem é provavelmente uma das minhas partes favoritas dessa animação, já que contamos com o incrível Hiroshi Kamiya fazendo a voz do protagonista e outros dubladores talentosos na hora da comédia com um comedic timing tão bom que ás vezes até compensava a questão do ritmo.
Quanto mais você avança no plot, não tem como não gostar de pelo menos algum dos principais ou da relação de amizade que eles tem. Por exemplo, pessoalmente eu não gosto da máquina de tortura Hana, ela é grossa, mimada, infantil de um jeito estranho, e outras coisas desagradáveis. Mas eu amo a relação dela com o protagonista e eles dois tem um dos momentos mais surreais do anime, que se você já viu, deve saber que eu estou falando do mijo na garrafa. Eu consigo cheirar a testosterona daquela cena e do beijo forçado dos dois, enquanto eles estavam na situação mais estranha de todas, meu deus que episódio bom.
Mas agora, aquela pergunta que deve ser respondida mais do que qualquer outra, o mangá ou o anime? Com certeza o mangá, você tem arte melhor e que contribuí mais pra comédia e sem o ritmo rushado e acelerado do anime, além de mais arcos que ainda não foram adaptados para o anime e que eu tenho certeza que vão mudar sua opinião sobre alguns certos personagens.
Mesmo com suas falhas aqui e ali, Prison School continua sendo um dos animes que eu mais me diverti vendo, mas devo dizer que não é pra todos, o ecchi pesado pode ser de mais pra muitas pessoas e eu entendo completamente, mas se você ama dizer que a mãe do seu amigo é gorda que nem uma baleia, eu altamente recomendo ler o mangá ou ver o anime!

é capaz que eu tenha me divertido até de mais com o fato do protagonista ser extremamente parecido com o protagonista de persona 3
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