Considerações iniciaisEssa resenha é desprovida de spoilers, mas sempre recomendo terem assistido ao anime antes de lerem.(Tempo de leitura: 4 minutos)
Sinopse / IntroduçãoApós os acontecimentos do trem infinito, Tanjirou, Inosuke e Zenitsu seguem seus caminhos. Não muito depois, o pilar do som, Tengen Uzui, convoca os três para irem com ele ao distrito do entretenimento, onde mais uma vez um oni vem causando o terror naquela região.
EnredoNão muito diferente do arco anterior, essa temporada segue na mesma simples estrutura de narrativa, com a diferença de que aqui passa a impressão que as coisas ficaram mais preguiçosas.
O arco não se atem muito aos detalhes, pois somos simplesmente jogados em um ritmo extremamente rápido de mudança para logo dar-se início a ele. Essa mudança é tão brusca e forçada que nem parece que o arco anterior existiu.
E com esse ritmo extremamente forçado e rápido, o enredo se adentra naquilo que é, majoritariamente, o foco do arco: ação. E é puramente ação. Tanta ação que não há abordagens mais elaboradas a outros pontos. E quando há, é algo tão superficial que fica difícil distinguir se era para aquilo estar mesmo ali.
Para falar que não há nada além de lutas, ainda há, mesmo que superficial demais para ser mais aprofundado no momento, alguns pontos que constroem algumas coisas que aparentemente serão abordadas no futuro.
Se não fosse a boa produção, as lutas iam ser extremamente vazias. Quase que completamente sem muitas emoções, já que elas nem ao menos carregam algum peso narrativo por causa da falta de construção do roteiro.
PersonagensComo eu já falei, o arco não se atem muito a outras coisas a não ser as lutas, e isso também se encaixa quanto aos personagens. Ainda há alguns momentos que aparentam ser voltados para desenvolver um personagem, mas logo isso se prova errado e não passa de uma pequena ilusão.
Basicamente falando, o único alicerce de desenvolvimentos de personagem presente é naquele mesmo estilo do que vimos no passado. Por exemplo, no caso do protagonista, Tanjirou, a abordagem de desenvolvimento e monólogo dele não passa de uma simples e batida motivação de não desistir. Isso até funciona no início, mas com o tempo ele vai se perdendo e acaba virando apenas algo repetido, o que passivamente se torna algo preguiçoso.
Os outros dois do trio principal, Inosuke e Zenistu, ficaram na mesma situação do arco passado, com a diferença de que aqui eles tiveram apenas mais participação nos momentos de ação. Fora isso, não há sequer um resquício mínimo de atenção para desenvolver algo deles.
O pilar da vez, Tengen Uzui, disputa com o pilar do arco anterior, Kyoujurou Rengoku, para saber quem é o pilar melhor descartável da obra até o momento. Tengen Uzui é, sem sombra de dúvidas, um completo desperdício de personagem, para falar o mínimo. Desde sua introdução ele não demonstra ser nada além de um personagem poderoso (por conta de seu título) que sai por ai caçando monstros. Se não fosse sua personalidade estereotipada, eu nem sei dizer o que seria dele. Não acrescenta em praticamente nada na obra e nem serve de algum alicerce para os demais personagens. Nem mesmo seu passado tem alguma coisa de muito relevante. É meio irônico, já que ele é chamado de "extravagante" por conta de sua personalidade, mas se não fosse por conta dessa forçada e mínima característica, ele não passaria de um daqueles que integram o grupo de limpeza.
Os vilões conseguem ser mais sem graça que os anteriores. Fora o motivo principal deles serem os inimigos, eles não possuem uma boa construção, como praticamente qualquer outro personagem do arco. São vilões extremamente estereotipados e sem graça. Fazem o seu simples papel de antagonistas e inimigos, nada mais além disso.
Produção / AnimaçãoAqui chegamos no ponto que literalmente salva a obra: qualidades técnicas. Não é de se surpreender que venha algo poderoso vindo do estúdio "ufotable", e foi o que novamente aconteceu aqui. Não posso medir palavras para descrever o quão incrível o anime é tecnicamente. Uma animação e trilha sonora de cair o queixo. Nesse quesito, pelo menos, posso dizer que vale à pena assistir isso.
ConclusãoNão sou um cara chato de ficar pegando no pé daqueles que gostam do anime, mas tem vezes que não me cai a ideia de que tem pessoas que realmente acham isso acima da média.
Um roteiro visivelmente simples e preguiçoso, sem qualquer ponto relevante, voltado completamente para lutas que, se não fosse pela boa animação, seriam mais do que vazias, para dizer o mínimo.
Personagens sem qualquer tipo de desenvolvimento, e quando há, é apenas um monólogo batido de motivação qualquer.
Por conta de sua insana produção, pode passar a falsa sensação de que ele tem uma certa qualidade, mas que em outros quesitos isso continua sendo um desastre. Não gosto de usar esse termo, mas é realmente uma obra medíocre com uma produção divina.
Considerações finaisObrigado por ler até aqui! E se não leu e só veio ver a nota que eu dei, considere ler, você vai entender melhor o motivo para tal nota. E se quiser comentar sobre essa resenha, vou fazer um comentário no meu feed aqui do AniList exatamente sobre ela.