
a review by HenriqueNeves

a review by HenriqueNeves
Um dos interesses visíveis de K-on é propor uma visão de mundo que minimize as questões de responsabilidade com os compromissos e atividades do dia a dia, e equilibre isso com a diversão e companhia junto de suas amigas.
Em sua encenação, Naoko Yamada tenta equilibrar uma abordagem de sequencias com planos mais contemplativos em momentos alguns pontuais, ao mesmo tempo com uma animação que eu primeiro plano tem as personagens com uma animação e traço mais livre (algo que em certo ponto, remete bastante os trabalhos de Hiroyuki Imaishi). Enquanto que os cenários tem uma formação mais estática e bastante detalhista.
O relacionamento das personagens é muito bem desenvolvido dentro dessa ideia. O anime usa muitos artifícios cômicos, mas em alguns momentos ele flerta e toma uma abordagem mais séria. São conflitos bem pontuais, que não são foco, mas que estão lá de forma bem situo.
O traço mais livre das personagens surge como uma opção interessante para o modo como elas se relacionam quando estão juntas. O anime brinca bastante com a comédia enquanto intercala isso com um tema mais sutil que "tenta" desenvolver. A premissa inicialmente da a entender que o anime séria mais sobre a pratica musical, e em certos aspectos, tocando pouquíssimo nessa camada e usando mais como uma premissa, para assim, trabalhar a relação entre as personagens dentro dessa dinâmica de responsabilidades.
O modo como a Yamada vai abordar essa temática tem alguns aspectos interessantes, mas que não se concretizam completamente. O modo mais contemplativo como a diretora tenta mediar o tempo em certos planos é interessante, mas atuam de forma bastante isolada em poucos momentos dos episódios. O primeiro episódio (e o episódio 12) são os que melhor equilibram este estado mais mediático com alguns momentos cotidianos e a relação mais cômica na forma como as personagens se relacionam. São ideias visuais que quase funcionam juntas em momentos bem pontuais.
O meio do anime chega até o ponto de cansar em alguns episódios, que parecem repetir essa forma de modo que não existe uma real progressão. O sexto episódio quase se salva nesse ponto, já que era um dos poucos nesse meio que se direcionava a um potencial clímax dramático, mas que se concretiza de forma ilustrativa e bem aleatória.
Até o episódio final é bastante frustrante, já que o clímax principal do anime se conclui muito bem no episódio 12, e o episódio final entra novamente nessa relação contemplativa e mais mediática.
Os problemas reais de K-on não estão tão relacionadas as escolhas formais da Yamada, e sim a pontualidade e o tempo em que alguns desses momentos são determinados para acontecerem. Alguns momentos são incríveis, e outros não tanto. Apesar de não ser perfeito, acho que eu acabei gostando mais do que desgostando em vários momentos, e com toda certeza, já é o meu trabalho favorito da diretora até o momento.
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