


Esta empresa também foi responsável pelas adaptações das VNs de Fate, Tsukihime, Mahoutsukai no Yoru entre outros.
O estúdio ufotable foi encarregado de fazer a adaptação do anime, no qual alocou Ei Aoki para diretor, cujo principal trabalho de direção foi no anime Fate/Zero.
Em um mistério mórbido, que instigava a mídia local a fazer constantes matérias, era retratado uma sequência incomum de suicídios contínuos do mesmo edifício, no qual as vítimas não possuíam quaisquer ligações. Mas por quê? E qual o motivo de sempre ocorrer neste mesmo edifício, todo dia, que deveria ser demolido a tanto tempo?
A estrutura da análise consistirá em:
- Personagens
- História
- Questões técnicas
- Crítica
- Conclusão
Shiki Ryougi é uma personagem feminina apática, desanimada e despreocupada, mesmo sendo uma boneca artificial, foi acomodado uma alma neste corpo, mas ainda sim, é como se ainda faltasse algo para estar de fato viva.

Aparenta ter algo semelhante a Síndrome de Cotard, principalmente devido aos "delírios de não existência relativos ao próprio corpo" como pode ser comprovado em:

Mikiya Kokutou é um garoto animado e que faz parte da dupla de Shiki.

Perante a combinação de mistério, sobrenatural e ação, temos a protagonista da história sendo Shiki Ryougi (uma garota capaz de ver “linhas da morte” em seres vivos ou coisas não-vivas, acompanhada de Mikiya Kokutou (um garoto que estava interessado no caso dos suicídios) envolvoltos para resolver este caso com a mentoria de Touko Aozaki.
Mikiya acabou se envolvendo sem cuidado no caso, mesmo sendo instruído, e acaba perdendo sua “alma” temporariamente, ficando na maior parte do tempo inconsciente, obrigando Shiki a resolver o caso sozinha.
Para isso ela se desloca ao edifício a fim de investigar. Descobrindo a pessoa responsável pelos suicídios, uma "fantasma". Derrotando-as em seu segundo encontro, acaba libertando a alma de todas as garotas que cometeram suicídio porém a causadora não era exclusivamente uma fantasma.
Durante seu conflito nos é revelado que as assombrações conseguem influenciar no nosso modo de pensar, que é conhecido como “sugestão”; por possuirmos desejos, por sermos vivos, assim é submetido qualquer um à morte. Posteriormente irei explicar o porquê isso não afeta Shiki, e em relação a alguns dos seus poderes, não foi explicado neste primeiro filme.
É apresentado posteriormente a menina responsável pelo suicídio das outras garotas, Kirie Fujyou, e um pouco do funcionamento de fantasmas neste mundo, como uma alma pode ser dividida em dois corpos. Neste caso, por uma frustrada tentativa de suicídio. E mesmo agora podendo viver fora do hospital que estava internada a tanto tempo por meio deste outro corpo, queria amigas, que foram obtidas por meio do uso da “sugestão”, mas as mesmas por estarem mortas, não são como uma pessoa normal, não possuem consciência igual ela.
No fim ela se arrepende de seus pecados, mas não consegue pensar num futuro a si mesma e decide terminar o caminho que não conseguiu realizar no passado.
Finalmente Mikiya é libertado após uma conversa entre Kirie Fujyou e Touko Aozaki (a mentora da dupla), mostrando como ela o conheceu e qual foi sua influência na vida dela.
Mesmo em 2007 é um visual bem incomum, apelado para um realista, mesmo aparentado como “simples”, possui traços que iriam moldar como seguiria o visual de fate posteriormente, uma marca do estúdio ufotable. Com uma fluidez constante, palhetas de cores chamativas, movimentação de câmera contínua e uma direção ativa, resulta em constantes cenas de contemplação, seja em ação, ou movimentos mais calmos.

Acompanhados de trilhas sonoras majestosas, encantando muito das cenas, é tudo um grande e belo vislumbre visual.
Há uma discussão constante em toda a história envolvendo os suicídios, por que as pessoas fazem, o que reflete sobre sua atitude, o modo de pensar. O clímax de toda essa constante discussão se dá na reflexão sobre a diferença entre “flutuar” ou “voar”.
Porque nossos pecados não devem influenciar no caminho que tomamos,_ “flutuar”_ ou “voar”, são ações que ditam nosso futuro e não o passado.
Mas a grandiosidade que o futuro apresenta, seu vislumbre, não parece pertencer a você, a penumbra de uma melancolia, cega, tudo que você sabe ou sente não parece mais fazer tanto sentido, e nessa hora, pode ser, que o futuro nem sequer venha e foi isso que ocorreu com Kirie Fujyou.
Um texto prematuro mas ainda sim interessante, conceitos que no mínimo chamam atenção pela seriedade e postura sobre o assunto.
Em contraponto temos uma ordem descronólogica dos filmes, com nulo desenvolvimento de personagem. Mas por ser uma introdução, tais decisões fazem sentido e podem ter sido espertas?
Para mim, sim, a escolha do foco sendo o suicídio e todo resto sendo a retração sobre o assunto foi astuta, a flexibilidade das escolhas, principalmente de diálogos com o conto foram muito bem utilizadas, evitando a expositividade mas transmitindo a mensagem de uma forma compreensível a seu público.
Kara No Kyoukai mostrou-se como uma surpresa pelos temas retratados, e a forma como foram abordados, acredito ser a primeira história do autor com tal dinâmica. Caso de fato seja o principal foco da narrativa (mesmo podendo ser abordado de diferentes formas) e tudo seja entrelaçado para um clímax, dificilmente, não vou gostar dos próximos.
___“Pode ser extremista, mas acho que a morte é uma fuga
Há momento que você quer fugir
Não posso negá-los nem refutá-los
Pois
Também sou uma pessoa fraca”___
- Kokutou, Mikiya
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