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When it comes to the technical aspects of the film, there are no negative comments to be made. The storyline, soundtrack, and animation are all beautifully crafted, resulting in a masterpiece of audiovisual art. Makoto Shinkai's direction once again brings us an excellent story, with captivating characters and immersive settings that make it feel as though we are stepping through one of the magical doors right from the beginning of the film.
Now, delving into the thematic analysis of the movie, "Suzume" is a work dedicated to making us reflect on the acceptance of grief and the resolution of unresolved emotions. Our protagonist, Suzume, is a high school teenager living in a small town in Japan, raised by her aunt since the passing of her mother. Despite her mother's absence, Suzume maintains a strong bond with her aunt.
Suzume's first encounter with the second protagonist, the young Souta, takes place when he is searching for a door in some nearby ruins. Intrigued by Souta's sudden appearance and mysterious objective, Suzume decides to investigate the ruins and inadvertently becomes involved in his mission to close magical doors that emerge at sites of major disasters. These doors serve as portals to supernatural creatures called "Vermes," and their release leads to new calamities.
In the film's climax, Suzume must return to a specific magical door that was present in her past, lingering in vague memories. She believed she could see her mother inside that door. However, the resolution of the film reveals that she actually encounters her younger self, a version of Suzume with the experiences and emotions she discovered throughout her journey. This meeting between the older Suzume, who possesses wisdom acquired over time, and the younger Suzume, still a child and insecure after her mother's loss, allows the older Suzume to encourage her younger self to move forward. She guides her in dealing with the current pain, no matter how intense it may be, and overcoming fear, as she will meet new people in the future. The pain she feels now is strong but temporary.
Grief over losing someone and the pain of absence are experiences we will face throughout life. However, even in the face of tremendous pain, we must always close these cycles. We cannot leave doors open in our past, as they may lead to new disasters in our lives. The symbolic act of closing doors at disaster sites, as well as Suzume herself having to close the open doors of her past, parallels the internal process of overcoming the disasters we face. This allows us to embrace new experiences, meet new people, and dedicate ourselves to those we already know, who also suffer from loss.
The reconciliation between Suzume and her aunt, which occurs shortly after the midpoint of the film, as well as the advice given by the younger Suzume to her child self, serve as examples of closing cycles, overcoming problems and fears, and character growth. These elements enable Suzume to build her own future, free from the open doors of the past, and open doors to new possibilities.
Quanto à parte técnica do filme, não há comentários negativos a serem feitos. Todo o enredo, trilha sonora e animação são magnificamente arranjados, resultando em uma obra de arte do audiovisual. A direção de Makoto Shinkai traz mais uma vez uma excelente história, com personagens cativantes e cenários tão imersivos que é como se atravessássemos uma das portas mágicas logo no início do filme.
Agora, adentrando a minha análise sobre a mensagem do filme, "Suzume" é uma obra dedicada a nos fazer refletir sobre a aceitação do luto e a resolução de sentimentos mal resolvidos. Nossa protagonista, Suzume, uma adolescente do ensino médio que vive em uma cidade pequena no Japão, é criada por sua tia desde o falecimento de sua mãe. Apesar da ausência materna, Suzume mantém uma boa convivência com sua tia.
O primeiro encontro de Suzume com o nosso segundo protagonista, o jovem Souta, ocorre quando ele está em busca de uma porta em algumas ruínas próximas à cidade onde Suzume vive. A inquietação da jovem com o repentino aparecimento e o misterioso objetivo de Souta a leva a investigar as ruínas e acidentalmente se envolver com o propósito dele de fechar portas mágicas que surgem nos locais onde ocorreram grandes desastres. Essas portas funcionam como portais para criaturas sobrenaturais chamadas "Vermes", que, quando libertados, causam novas calamidades.
No desfecho do filme, Suzume precisa retornar a uma porta mágica específica que esteve presente em seu passado, em vagas lembranças. Suzume acreditava ver sua mãe no interior dessa porta. No entanto, a resolução do filme revela que, na verdade, Suzume se encontra com ela mesma, uma versão mais jovem, com as experiências e emoções que descobriu durante sua jornada. Esse encontro entre a Suzume mais velha, que possui sabedoria adquirida ao longo do tempo, e a Suzume mais nova, ainda criança e insegura após a perda da mãe, faz com que a Suzume mais velha possa encorajar sua versão mais nova a seguir em frente. Ela a orienta a lidar com a dor atual, mesmo que seja intensa, e a superar o medo, pois no futuro ela conhecerá novas pessoas. A dor que ela sente agora é forte, mas temporária.
O luto pela perda de alguém e a dor da ausência são experiências que enfrentaremos ao longo da vida. No entanto, mesmo diante dessa tremenda dor, devemos sempre encerrar esses ciclos. Não podemos deixar portas abertas em nosso passado, pois isso pode gerar a ocorrência de novos desastres em nossa vida. O ato simbólico de fechar as portas nos locais de desastres, assim como a própria Suzume tendo que fechar as portas abertas de seu passado, estabelece um bom paralelo com o processo interno de superar os desastres que enfrentamos. Isso nos permite viver novas experiências, conhecer novas pessoas e dedicar-nos àqueles que já conhecemos e também sofrem com perdas.
A reconciliação de Suzume com sua tia, que ocorre logo após a metade do filme, assim como os conselhos da Suzume mais jovem para a Suzume criança, servem como exemplos desses encerramentos de ciclos, superação de problemas e medos, e crescimento da personagem. Esses elementos permitem que ela construa seu próprio futuro, sem as portas abertas do passado, abrindo espaço para novas possibilidades.
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