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Oi. Essa é a primeira review que faço aqui, e sim, é uma review em português (e bem longa...) simplesmente porque acho que é muito mais fácil de minha pessoa se expressar. Claro que penso relutantemente nos leitores do inglês enquanto escrevo isso, mas quero focar nos meus pensamentos e opiniões, tentando não me importar muito com o tanto de gente que terá alcance a esse texto, ou a acessibilidade do mesmo. Uma pena, talvez. Mas, antes de ir ao que importa (e espero que estejam lendo essa iniciativa), quero dar ênfase numa coisa.
A review que você lê no momento tem como principal objetivo dar total atenção ao material adaptado de Sword Art Online: War of Underworld, evitando relacioná-lo às Light Novels escritas pelo Reki - autor de SAO. É uma tarefa difícil, confesso, mas fiquei bastante animado em tentar fazê-lo depois de começar a acompanhar as novels. O porquê disso? Bem, infelizmente não tenho todos os volumes do arco Alicization. Ou melhor dizendo, não tenho os volumes da guerra. Caso contrário, eu me dedicaria fortemente a desenvolver uma análise mais proativa dessa finalização, conectando ambos os materiais. Como não é o caso, vamos somente nos dedicar à animação, com o meu senso crítico e bom uso de memória (assim espero). E, futuramente, quando finalmente completar minha coleção de dez volumes, escrevo um comentário completo de todo o projeto Alicization (é muito difícil separar as coisas, mas elas são possíveis se tiverem suas devidas divisórias).
Um aviso prévio é que as reviews dos usuários “Vollerei” e “MiNiSoTaN” têm um certo peso em meu posicionamento. 1. Porque precisava de uma referência positiva quanto a SAO (vindo de Vollerei, e somente da parte um da temporada, aparentemente). 2. Porque precisava de uma visão mais crítica que mesmo assim gostasse do anime (e isso vem do MiNiSoTaN).
Outra coisa que gostaria de destacar é que nessa crítica ambas as partes de WoU (War of Underworld) estão sendo comentadas (também vai ser assim na parte dois!). Na época, o estúdio que adaptou as LN decidiu dar uma pausa num dos volumes, mas sinto que seria melhor me referir às duas, do que separá-las. Foi só uma pausa, então isso não deveria afetar o rumo das coisas.
Enfim, perdoem-me pela minha longa introdução.
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Dando continuidade ao encerramento do arco Alicization (gosto de me referir a todas essas temporadas como uma só, mas vou sacrificar meu jeito de pôr as coisas), somos preparados pros eventos caóticos que vem a seguir dando uma espiada nos flashbacks dos personagens que já conhecemos. O foco, é claro, foi Alice, que agora cuida do Kirito bem longe da Catedral e eu meio que concordei com essa colocação. Não quero pesar o que sinto quanto aos cavaleiros, mas achei muito bacana a persistência e o controle emocional e racional dos cavaleiros diante a derrota da Pontifícia. Bercouli não deixa de chamar a atenção.

A questão é o quão bem essa série consegue nos aproximar dos personagens e nos fazer sentir cativados por eles. Eu diria que por uma mediação, e qualquer um abaixo dessa seria considerado menos interessante que os outros ou, basicamente, caíram nas mãos dos malcuidados da direção. Um simples fator é a construção. O que podemos absorver de todos eles dali em diante se dá ao campo de batalha. O mundo não é mais pacifico, e não temos tempo para isso. Não é só “culpa” da situação que se desenrola agora, mas também do que vimos anteriormente. Os Cavaleiros da Integridade tiveram suas vidas roubadas, e nos exigem um esforço a mais para que os entendamos. Veja o Eldrie, por exemplo. Ele aparece brevemente num combate, depois reaparece bem mal batido aqui. Sim, eu chorei com a sua morte e fiquei mais interessado em descobrir mais do mesmo. Mas não tem muito o que fazer. É solidificado que esses guerreiros não podem voltar as suas vidas antigas - já que para muitos deles centenas de anos se passaram - e agora eles têm de recomeçar. O duro é que para isso, essa guerra precisa ser encerrada querendo ou não. Eldrie assim como seus companheiros tinham muito potencial. Pra mim, um gostinho de quero mais permaneceu na boca. A única fonte na qual poderíamos absorver novas informações e nos apegar aos que compõem a defesa do Império Humano é a sua futura batalha sangrenta, e isso dói.

Sobre o estado vegetativo de Kirito, eu gostei. Não gostei do nosso protagonista estar passando por aquilo, é claro. Foi mais por gostar de um ar fresco. Não me levem a mal, o Kirito é um ótimo personagem e se tornou muito melhor com essa temporada (pontos que gostaria de destacar numa review completa), mas foi a decisão certa afastá-lo da narrativa pelo resto dos episódios.
Consideremos que o seu estado atual se deva ao fator desenvolvimento: Kirito havia passado por uma perda recente, somado ao cansaço e todos os outros pequenos detalhes que nos esquecemos ao longo de sua jornada. Estar indisponível quando todos mais precisam também contribui para que as pessoas se disponham e se mostrem mais que capazes de lidar com os obstáculos e serem heróis sem que ele precise segurar suas mãos o tempo todo.
Desgosto de Sword Art Online fazer de Kirito uma necessidade obrigatória para todos e quaisquer conflitos que aparecerem. Eu não quero uma onipresença. Quero que o universo novo do Underworld e suas pessoas sejam mais do que “dependentes do protagonista imbatível”. Quero que eles se equiparem ao nosso espadachim e sejam capazes de mostrar que podem proteger uns aos outros. Eles podem fazer isso. O que não os permite, talvez, seja o próprio autor, ou a adaptação que falha nessa decisão. Tenho quase certeza que a primeira opção é a mais verídica (relembrando aqui que não acessei as LN de WoU).
Pois bem, War of Underworld é a visão de Alice, mas também a visão de seus amigos, companheiros. Kirito é importante para todos eles e também para nós. Mas temos que nos sensibilizar sobre sua situação, e nos lembrar que Kirigaya Kazuto é um ser humano e sofreu, sofreu e muito. Tudo bem deixá-lo descansar um pouco, não é mesmo?
Foi dito a muito tempo atrás, e de relance, que em certa hora, os portões (portão, no singular) do Reino Sombrio iriam ceder e fazer com que a humanidade experienciasse o terror através de seu extermínio. Mas, como nem tudo vai como a gente espera, uma nova pedra tinha de ser colocada no caminho: estrangeiros. Tudo estava bem, na verdade. Eu particularmente ficaria satisfeito se a única intervenção desse conflito fosse a presença da Asuna, Sinon e Suguha. Outra falha desgostosa por parte do autor?
Gabriel e seu comparsa (cujo nome fora esquecido e considerado irrelevante, mas vai ser mencionado porque não quero me aderir ao anonimato) subitamente decidem existir. A parcela faltante do arco de matança Aincrad por fim dá as caras, e de um jeito desengonçado. Parabéns ao Laughing Coffin por ter conseguido chegar tão longe e se mostrar tão patética. (Sim eu sei que o loiro e o amiguinho dele são introduzidos no primeiro episódio da temporada anterior. Só pra constar aqui e não pensarem que me esqueci disso.)
Os conflitos internos do Underworld parecem estar indo com o fluxo do destino, mas como eles foram alterados por nosso adorado protagonista, não faria sentido se ele não recebesse a mesma moeda de volta. Houve uma infiltração inimiga nas instalações do mundo externo; dois estranhos se revelam os novos vilões; isso aqui deixou de ser uma missão simples. N FATORES!
Bem antes disso vem as motivações. Eu juro, juro mesmo que tentei digerir a existência desse cara aqui e o porquê dele ter se interessado pela nossa Alice. Tudo, é claro, não tem haver com o pedido recebido duma organização desconhecida, mas sim com o próprio tendo matado uma garota com o mesmo nome quando criança (e uma visão grotesca dele absorvendo a alma dela no mundo real? Onde está a lógica, Deus.) e agora, misteriosamente, ele caça a do nosso casting principal só por ela ter o mesmo nome e infere informações tiradas de forças do além. Que coisa.
Enfim, pra mim estava tudo bem até agora se eles se somassem ao exército maléfico. Não me importei com isso. Intensificar o que estávamos prestes a lidar, sendo recíprocos com a inclusão da Asuna (finalmente!) na batalha. Só isso bastava (sim, eu sei, falei das outras meninas mas vamos botar isso de lado por um segundo). Me descontenta os furos ou a falta de fontes no raciocínio dos vilões; os porquês deles estarem fazendo o que tão fazendo. Mas descobri e agora sei que deixaram isso nas Light Novels. Uma porção, eu diria. Mas talvez esteja enganado. São opiniões pessoais, afinal.

Volto ao quadrante Integridade, querendo ou não (antes de mencionar velhos conhecidos). Esses dois novos cavaleiros se mostram promissores não só em combate, mas em atiçar a sua curiosidade. Renly e Scheta, sem sombra de dúvidas, foram tão legais. A presença de um jovem em uma posição tão alta como aquela, temer suas responsabilidades. Isso abre um novo leque pra visão que tínhamos sobre os portadores desses títulos. A Scheta, tão inexpressiva, empunhando uma linha dilacerante. Bem, é o que posso falar deles. Sim, foram boas adições e sim, deram profundidade aos tantos números da Quinella. Mas, infelizmente, eles caem nos parâmetros de Eldrie, mencionados anteriormente. Isso também se aplica aos nossos secundários, figurantes, mal-amados.
Sobre eles, acho que a narrativa quer nos manter envolvidos com aqueles que conhecemos. Não tem nada de errado nisso, e é o óbvio a se fazer. Temos uma equipe fixa, mesmo que com adições, e podemos muito bem nos centralizar nisso. A tangência deles nas batalhas. Só que, poderia ter sido melhor.
Pobres Ronie e Tiese. O que foi isso? Eu me lembro claramente da despedida delas com os meninos. Haviam prometido treinar e se tornarem capazes de alcançá-los. Eu sei, eu sei, que só alguns meses se passaram desde a invasão à catedral, mas eu esperava um desenvolvimento a mais delas. Se mostraram novamente inúteis sem nem conseguir desferir um golpe. Eu acredito que ambas tem potencial… Ainda assim, colocadas para cuidarem do Kirito e não conseguirem o básico? Se querem que alguém indefeso tenha segurança, então tratem de fazer isso direito. Não envergonhem o resto de nossas fagulhas de esperança. Não façam isso com essas duas. SAO falha novamente em tentar criar personagens femininas decentes, no mínimo. Quando eu ainda acreditava que aqui teríamos isso…
Uma coisa que não deixei de reparar foi a participação do Golgorosso nos conflitos, mas não da Sortiliena. Ou eu sou cego, ou ela realmente não deu as caras. A mulher faz spawn assim que a Asuna dropa no Underworld, só pra saber mais do Kirito e isso foi irritante. Ontem eles eram seus tutores, e hoje não recebem um devido tratamento as suas habilidades. Liena perdeu o restante de sua relevância e Golgorosso também.
Pense comigo: os dois passaram pelo torneio que se tornaria o ritual de síntese e perderam pro Eldrie (graças a Deus). Agora, na batalha pela defesa dos reinos, eles se mostram menos experientes, inexpressivos, mais irrelevantes do que nunca. Onde estão suas técnicas? Sua grandiosidade enquanto estiveram na Academia ensinando nossos protagonistas? Senti muito a falta disso aqui. Não só agora, como também no que estava por vir.
A descamação do Território Negro foi interessante, é serio! Vemos que eles tentam dar ênfase nisso a cada episódio, e eu gostei de como fizeram. Antes tudo se tratava da humanidade, e do nada somos postos contra um novo mundo, de certa forma. Os Submundanos são todos seres com uma alma, e isso não exclui aqueles que têm uma forma grotesca. Como Alice reflete em um dos episódios, a única diferença seria “nascer de um lado ou outro da montanha” e isso é bem impactante. Cada tribo tem seus conflitos internos e todas elas (quase todas) buscam apenas concluir o que já estava escrito no destino daquele mundo. Foram os tais “propósitos”, selados na alma. É importante que agora eles estejam ultrapassando essa delimitação. A maldade e a razão em conflito. O senso. A ética e moral. A humanidade.

Eu fui com a cara dos eventos finais? Não muito. Me entristeceu ter o Submundo reduzido a invasões externas por todo tipo de gente porque todas elas caíram num bait de manipulação de mídia e fake news. Não posso negar que se não fosse por isso, um dos dois lados iria ter que ir de Vasco, de qualquer jeito. Mas até aqui, esperava que fosse até onde iríamos chegar com invasores. O plano diabólico dos terroristas. Eu queria acreditar que o Império Humano tinha capacidade de lidar com esse caos todo com a ajuda da Asuna, Sinon e Suguha (sem contar o Kirito vegetativo), mas os números quanto a quantidade de contas enfiadas lá dentro eram tão exorbitantes que você chega a achar ridículo. Ok. Entendido. DANE-SE QUE AGORA TEMOS ALIADOS DO TERRITÓRIO NEGRO. Que trégua é essa que é jogada no lixo em tão pouco tempo?
A parte um é terminada com animação. No caso, quem vê mal pode esperar para continuar. Foi um bom modo de encerrar metade do arco, e eu sempre volto pra ver a entrada majestosa da Asada e seu novo visual de arqueira endeusada.
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Se você leu até aqui, percebe-se que eu falei até demais, e eu peço perdão por isso. Mas nem sei se deveria, na real.
War of Underworld I é um bom exemplo de que a fórmula "nova" de tudo que já vimos antes consegue ser bem sucedida, mas que por certos apegos, acaba caindo sempre no mesmo buraco de minhoca. Ainda assim, eu tirei um bom proveito desse arco, e mesmo sem nosso Kirito, foi uma ótima temporada, com seus altos e baixos. Muitas passagens nos episódios foram emocionantes. Praticamente todas as pequenas cenas do Kirito me fizeram chorar, e também as dos outros cavaleiros e suas despedidas. Pra enaltecer ainda mais que o formato aqui em WoU (ou, Alicization num geral) consegue fazer muito mais do que as outras temporadas até agora. Uma leve brisa de tranquilidade pra que caíssemos na dura realidade. Eu estou feliz de ter chegado até aqui e nunca desistido de um dos meus animes favoritos. Também de nunca ceder ao criticismo extremista de pessoas que nem tentaram, ou da fandom que pode ser bastante tóxica. Aqui jaz um extenso segmento de verborragia, de acordo com um certo amigo.
Obrigado a você que dedicou parte do seu tempo para ler isso daqui, de verdade. Vai ter sim uma parte dois.
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