Eis que depois de anos de espera, finalmente chegou a reta final de um dos maiores battles shonens da geração passada (senão o maior em quesito qualidade), obviamente buscava-se uma reta final com qualidade, tal como a obra apresentou apesar de alguns problemas no decorrer da narrativa.
Ao contrário do que a fandom brasileira do anime comenta, essa temporada não é ruim, tem falhas, assim como a obra tem em vários outros momentos, mas, longe de ser fraco, acredito que se esperava muito mais do que aconteceu, muito por isso, não só Boku no Hero, mas, os shonens em geral tem seus finais em maioria criticados.
A temporada começa com a introdução de Star and Stripe, a heroína norte-americana inspirada por All Might, o conceito de super-heróis de outros países expande a série de forma gigantesca, é a grande oportunidade de explorar esse mundo ao máximo. A Série inclusive dá indícios de que isso possa vir a acontecer quando no último episódio da 6ª temporada são apresentados personagens de outros países, mas, infelizmente esse conceito de ouro, é deixado de lado quando a personagem da Star, após uma batalha excelente, morre com menos de 4 episódios após a sua introdução, apesar do conceito interessantíssimo, em nada agrega a história. Não tem problema esse conceito ficar só na amostragem, mas, quando a série promete ou dá indícios de que vai desenvolver, deixar esse conceito por fora, é de fato uma decepção. Durante a história, sinto que a abordagem da Star and Stripe serviu apenas para mostrar o atual poder do Shigaraki na história e não para desenvolver a história como um todo.
O Segundo e último ato curto antes de começar a batalha final é a revelação do traidor da obra. A questão foi levantada ainda na segunda temporada e é MARAVILHOSO, o ato do
O último ato a se analisar, é com certeza a batalha final da obra, que faz muito bem em alguns pontos. Acho interessante como a obra usa todos os personagens já inclusos na série, mesmo que seja um pouco, comparando com personagens de outras obras famosas, acho que por aqui, Boku no Hero brilha, em NarutoShippuden por exemplo, a guerra final dá muito foco aos personagens principais apenas e trás uma diversidade baixa de vilões (apesar de usar Naruto de exemplo, não se enganem, a série é uma das minhas favoritas). Já em Boku no Hero, o contrário ocorre, todos os personagens tem um tempo de tela, além da representação dos vilões novos que aparecem na história, que mesmo aparecendo pouco, dão seu brilho a esse último ato. Claro que eu aumentaria ainda mais esse tempo de tela de ambos os grupos, mas, acho que a série faz isso em boa medida. A falta de mortes, um problema já antigo na obra, por aqui volta a ser um problema, alguns personagens sem função alguma na série, são forçados sem nenhuma necessidade real já que seus papeis foram finalizados e em nada mais agregam continuando na história (como é o caso de Gentle, La Brava e Lady Nagant). As piadinhas em alguns momentos dessa reta final também são de matar o espectador, cortam completamente a imersão da série. Por falar em imersão, acho que a série afunda bem nesse quesito, o famoso "céu colorido" foi retirado e o clima é bem condizente com a atmosfera que a obra quer passar.
A batalha final do personagem Spinner trás um ato que pra mim é o melhor dessa temporada, e vale uma menção a parte. Como todos sabem, Boku no Hero é uma obra que toca em viés social em alguns momentos, e isso é um diferencial enorme para a obra como shonen de batalha.
Além da batalha de Shoji e Spinner e a batalha principal entre Midoriya e Shigaraki/AFO, as batalhas que mais se destacam são as conclusões de Dabi e Toga.
Não tenho muito o que falar sobre essa primeira. O ato da Família Todoroki é um dos maiores dessa série sem dúvidas. Claramente, o ato se fecha de forma dourada, como foi toda a história anterior. Mas, acho que esse ato dispensa comentários, já é um ato conhecido, a única coisa que me incomoda é a conclusão do mangá (que será explorado na próxima temporada) o que claramente me chama atenção é o conflito da Toga, que além de trazer uma grande e positiva participação do elenco feminino, trás uma grande construção da personagem e seu psicológico, o penúltimo episódio da série, é de se debruçar em lágrimas com o desenvolvimento que a personagem tem em seu ato final. Pra mim, esse é o grande destaque dessa temporada.
Uma temporada com várias qualidades, e vários defeitos também, mas, acima de tudo, uma temporada que em seu último episódio constroi um cenário que arca com um hate enorme para a recepção do público para o final da série.
14.5 out of 19 users liked this review