
a review by SouceSlayer

a review by SouceSlayer
Gostei bastante da obra. Apesar de ser relativamente curta, ela consegue entregar uma boa dose de ação e carisma, especialmente para quem já conhece a franquia Devil May Cry. No entanto, senti falta de alguns personagens marcantes que aparecem nos jogos, principalmente em Devil May Cry 3, que é um dos meus favoritos da série. Faltaram também algumas habilidades icônicas do protagonista, Dante — em especial o seu Devil Trigger, uma transformação fundamental nos jogos, que representa um aumento significativo de poder e está sempre associada a momentos épicos de combate.
Já tinha ouvido falar da existência desse anime há algum tempo, mas só resolvi dar uma chance após assistir à nova versão lançada em 2025. Foi interessante fazer esse caminho inverso — assistir primeiro uma versão mais recente, com recursos técnicos atualizados, e depois voltar para a animação anterior. Isso me permitiu fazer comparações entre estilos, escolhas narrativas e até mesmo preferências pessoais sobre como os personagens e as lutas são apresentados.
Um dos pontos positivos da obra é que ela é bastante direta. É ideal para quem gosta de ver cenas de luta bem animadas, sem o uso exagerado de CGI, e com um ritmo que não se perde em explicações longas. A história não para para entregar diálogos expositivos ou flashbacks extensos; em vez disso, ela aposta na ação e no estilo, o que pode agradar a muitos fãs de animes mais dinâmicos. As batalhas, embora nem sempre longas, são bem coreografadas e mantêm o interesse do espectador.
Há também um episódio mais calmo, que se destaca por fazer uma interessante referência à clássica tragédia de Romeu e Julieta. Ele contrasta com o restante da série por seu tom mais suave e emocional, mas mesmo assim consegue manter a essência da obra. Ao final, entrega uma batalha relativamente boa, que serve como recompensa ao espectador.
Curiosidade: O anime Devil May Cry foi dirigido por Shin Itagaki, um diretor japonês conhecido por seu trabalho em séries como Berserk (2016) e Teekyu. Embora sua carreira tenha começado com projetos menos conhecidos, Itagaki ganhou destaque ao assumir a direção de animes que exigem uma abordagem única para cenas de ação e narrativa estilizada. Sua experiência contribuiu para dar ao anime de Devil May Cry um tom sombrio e cenas de combate intensas, características que ressoam com a atmosfera dos jogos da franquia. Além disso, o estúdio responsável pela animação foi o renomado Madhouse, conhecido por produções como Death Note e Hajime no Ippo, garantindo uma qualidade visual consistente ao longo dos episódios.
No geral, o anime pode não agradar a todos, especialmente quem espera uma adaptação mais completa e fiel dos jogos, mas é uma obra que cumpre seu papel: entreter, entregar boas cenas de ação e resgatar a essência estilizada da franquia. Para fãs antigos ou novos, vale a pena conferir.
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