
a review by Chocolatte

a review by Chocolatte
Essa review se refere especificamente à todo conteúdo do mangá até o capítulo 202, e não contém grandes spoilers. Prossiga por conta e risco!
O que define Chainsaw man é o caos. Tudo que compõe a obra é puramente desordenado e sem freios. Mesmo assim, é possível destacar alguns pontos dessa montanha-russa pra tentar entender de forma breve o que faz dessa obra tão única.

À primeira vista temos uma história clichê de um garoto que é "agraciado" com seus superpoderes e decide (ou melhor, é coagido) a lutar contra forças malignas. Essa base segue firmemente agarrada aos seus arquétipos por boa parte da história. O que forma a identidade da série, na verdade é sua subversividade e subjetividade... Junto com o pacing frenético que mais parece uma bomba de dopamina pra pré-adolescentes.
Durante o último terço (da primeira parte), as direções que a série vai tomando de repente se despedaçam de uma só vez. É indubitável que as decisões tomadas são corajosas, mas a execução peca na forma quase randomizada que os eventos parecem acontecer. O final salva ao conseguir ser conclusivo, poético e dolorosamente esperançoso.
Infelizmente... A segunda parte da obra parece tentar demais. Esse é meu maior problema com a obra agora - o que parece ser um grande exercício meta-narrativo, se torna quase que uma tentativa forçada de mimetizar tudo o que fez a Parte 1 ser um sucesso. Os problemas do nosso protagonista voltaram a ser os mesmos, o mundo continua a beira do caos, mas agora temos um elenco inteiro diferente (que mais parecem clones malfeitos de personagens da parte 1) pra contar essa história - que está com uma estrutura narrativa (ou falta dela) muito pior que tudo que vimos até o vol. 11.
Ainda é divertido ler Chainsaw Man... Mas agora não é mais uma novidade.
ARTE: 9/10
Não vou me prolongar nesse tópico, só gostaria deixar claro que amo a identidade visual do mangá (tanto das páginas quanto das artes de capa). É muito fácil se pegar de boca aberta com alguns quadros, principalmente os mais surrealistas e grotescos.
Não raramente, no entanto, os desenhos são tão confusos que é preciso voltar e ler de novo pra entender o que tá acontecendo na sua frente.
PERSONAGENS: 7.5/10
Talvez o aspecto mais surpreendente da obra é o carinho para elaborar suas personagens. É sutil e delicado quando trabalha essas personagens e seus erros, medos, conflitos, manias, e o mais importante: seus desejos.

CONCLUSÃO:
Esse mangá é um dos meus favoritos. Mesmo com tantas críticas a fazer, não acho que seja uma obra superestimada. Mas acho que é honesto dizer que poderia ser mais do que as páginas que viram a luz do dia.
Obs: Essa análise não leva em conta meu apreço pessoal ou divertimento com a obra!
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