É difícil falar sobre Mobile Suit Victory Gundam porque é uma história muito interessante, com personagens que eu gosto muito, porém com um problema crônico de direção que atrapalha muito a compreensão e o meu envolvimento com ela.
Então vou começar com o que eu acho que é o ponto máximo dela, o protagonista: Uso Ewin, pois ele é muito mais novo que a média da franquia e apesar disso é uma criança prodígio, tanto pilotando Mobile Suits, na forma como ele se comporta em relação a todo o conflito e na maturidade emocional, essa genialidade dele fica muito evidente porque o Gundam V1, diferentemente dos outros Gundams principais da franquia, não é uma máquina extremamente avançada que tem uma vantagem significativa sobre os outros, é um mecha que serve para aproximar o poder militar da Liga Militar ao Império de Zanscare, portanto ao superar diversos pilotos experientes e máquinas com poder superior ao próprio V1, Uso se mostra como alguém muito fora da curva.
Isso é muito relevante porque essa não é uma história de como ele vai superar os desafios, adquirir maturidade e assim crescer como pessoa, é uma história de como essa criança genial é submetida a um enorme conflito, no qual ele tem que sobreviver e superar tudo isso em um processo que chamar apenas de doloroso é um eufemismo.
A história é sobre um conflito entre o Império de Zanscare, um governo autocrático centrado no culto religioso da rainha Maria Pia Armonia e a Liga Militar, uma união de civis e ex-membros da Federação para resistir à tentativa de genocídio do Império contra a população da Terra. Os primeiros quatro episódios servem para mostrar a disparidade de força da Liga ao Império e também a crueldade exercida pelos Yellow Jackets.
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