Há obras q marcam a infância e ocupam um espaço quase intocável na memória. Nanatsu no Taizai foi uma delas. Um dos primeiros animes q acompanhei, responsável por despertar fascínio, apego aos personagens e aquela sensação rara de “n quero q isso acabe”. Justamente por isso, a decepção com os arcos posteriores é tão amarga.
Após a metade da obra, algo se perde. N de forma súbita, mas gradual, como se a história começasse a andar sem direção clara. Os arcos finais passam a mesma frustração q muitos sentiram em momentos-chave do anime: cenas q poderiam, com ênfase no poderiam, ser épicas, mas q acabam existindo apenas como conceito. O impacto emocional nunca chega. A execução n acompanha a ambição.
O autor parece indeciso sobre oq quer contar. A narrativa tenta abraçar mistério, romance, comédia e drama ao mesmo tempo, mas sem o cuidado necessário para equilibrar esses elementos. Piadas surgem em momentos q pediam peso e silêncio. Revelações importantes são tratadas com pressa. Conflitos q deveriam carregar anos de construção são resolvidos de maneira rasa ou conveniente.
O maior problema, no entanto, n é a mistura de gêneros — isso sempre fez parte da identidade da obra —, mas a perda da magia que tornava Nanatsu no Taizai tão cativante. Aquela sensação de aventura, de perigo real, de personagens enfrentando consequências, vai sendo substituída por exageros, repetições e decisões narrativas que enfraquecem tudo oq veio antes.
E talvez o maior indicativo de como isso tudo decepciona seja o fato de eu precisar escrever sobre isso. Não por hate gratuito, nem por vontade de polemizar, mas pq a sensação de desperdício incomoda demais. É aquele tipo de obra q te obriga a comentar em algum lugar, nem q seja só pra tirar o peso do peito, porque fingir que terminou bem seria mentir pra quem acompanhou desde o começo.
Se vc ainda guarda boas lembranças da obra e acha Nanatsu bom, talvez seja melhor parar aqui. Sério. Às vezes, deixar uma história intacta na memória é + justo do que insistir até ela se quebrar. Vai ver outra coisa e preserva o que funcionou, pq nem toda jornada precisa ser acompanhada.
E o mais triste é que nem dá vontade de revisitar os momentos bons depois disso. Aquela nostalgia que antes aquecia agora vem acompanhada de um gosto amargo, como se saber onde tudo vai parar estragasse o caminho. No fim, fica a sensação de que a obra merecia mais cuidado do que recebeu.
No fim, fica o sentimento de potencial desperdiçado. Não é ódio, nem indiferença — é frustração. A frustração de ver algo que significou tanto se distanciar daquilo que o tornou especial.
2.5/5
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