
a review by luisbanana

a review by luisbanana
Se existe algo que rege as regras e as dinâmicas na nossa sociedade, isso certamente se chama dinheiro. Goste você ou não, queira você ou não e, independentemente da sua posição social, o dinheiro é quem define as dinâmicas, as relações e praticamente tudo que diga respeito à nossa vida.
Chainsaw Man é um mangá da autoria de Tatsuki Fujimoto, que, até o lançamento desse título, era majoritariamente conhecido por Fire Punch. Eu, entretanto, cheguei bem atrasado pra fazer esta review - uma vez que a temporada um saiu em 2022 - e, desde então, inúmeras outras obras suas foram adaptadas pra filme, anime e até mesmo live action, o que deixa no ar a questão; teria Fujimoto vendido a alma pro diabo antes de lançar Chainsaw Man na Jump?
Brincadeiras à parte, se você conhece a figura, sabe como são característicos seus títulos. Look Back, Fire Punch, Tanpenshū, Sayonara Eri... O que não falta são referências pra se ter uma noção da sua qualidade. Porém, entretanto, todavia, o que eu particularmente julgo ser de maior valência do autor é o quão estranho ele é. Veja bem, o que não falta por aí são autores de histórias extraordinárias e bizarras que são figuras relativamente normais. Eu não vou chegar a citar nomes - ArakCOF-COF -, mas se tem algo que diferencia Tatsuki Fujimoto de outros mangakás é sua excentricidade, tanto como figura quanto como contador de histórias. Acho que vale a pena entrar em detalhes sobre isso em outra ocasião entretanto.
Por agora, vou deixar-lhe apenas com este magnífico vídeo do mestre tentando levitar por conta própria em seu apartamento

Passadas as introduções, vamos voltar ao que interessa. Chainsaw Man se passa em um universo praticamente igual ao nosso, lá na década de 90, com a grande diferença - se você abstrair algumas outras pequenas das quais não entrarei em detalhes - de que existem criaturas horrendas e extraordinárias chamadas demônios que assombram esse mundo. Demônios nascem e se tornam mais fortes com base no medo das pessoas, e a obra deixa implícita que existe um demônio pra cada medo existente.
Existe o demônio morcego, o demônio cobra, demônio da arma... A lista segue. Por algum motivo, contudo, existem outros demônios um pouco... Estranhos. Tipo o demônio tomate. Eu não sei quem teria medo de um tomate, mas, bom, não sou ninguém pra apontar o dedo.
A história acompanha Denji, um rapaz em situação de grande vulnerabilidade social, por conta da dívida milionária herdada de seu pai para membros da Yakuza. Ele também tem a companhia de Pochita, seu parceiro demônio-motosserra que vive com ele servindo de arma para matar demônios.
Uma imagem de Denji se preparando para matar o demônio tomate.A primeira temporada adapta os primeiros 38 capítulos do mangá e é produzida por Keisuke Seshimo, que possui experiência como produtor de animação por seu envolvimento em trabalhos anteriores como Jujutsu Kaisen, Banana Fish e Dorohedoro (apesar de não ter sido produtor de animação em todos). Para a direção, Seshimo designou o novato Ryu Nakayama para o trabalho, cuja única experiência em direção era no desenvolvimento do episódio 19 da primeira temporada de Jujutsu Kaisen. Kensuke Ushio (Koe no Katachi, Devilman Crybaby e posteriormente DanDaDan) foi o escolhido para desenvolver a trilha sonora.
Apesar de inexperiente no ramo, Nakayama demonstrava potencial e não era uma escolha absurda apesar da grande expectativa colocada sob seus ombros. Vou acabar devendo informações mais detalhadas acerca desse ponto entretanto porque admito que sou um pouco poser e não muito por dentro das dinâmicas da indústria de animação japonesa.
O que eu posso dizer é que a interpretação e escolhas de produção de Nakayama acabaram por gerar diversas controvérsias. Principalmente pelo público japonês, mas ouvi histórias também de que estas ocorreram durante a produção. Novamente, não tô muito por dentro dessas conjunturas, então o que posso fazer é lhe convidar a procurar por conta própria pra tirar suas conclusões.
Já que entramos no assunto, por que não começamos falando da direção?
Nakayama é um grande fã de Fujimoto, por isso agarrou a oportunidade sem pensar duas vezes apesar de ser um grande primeiro trabalho. Ele reconhece e se identifica fortemente com as referências cinematográficas que o autor insere em seu trabalho, e usou isso como alicerce artístico no que diz respeito à interpretação de como ele faria a adaptação do mangá tornar-se vídeo, série.
Enquanto o mangá coloca-se num ritmo caótico, surreal e frenético, Nakayama optou por tentar fazer uma adaptação mais pé no chão, séria e realista. O objetivo principal de Nakayama - conforme algumas entrevistas e declarações que deu - era de fazer uma adaptação que permitiria alcançar o máximo de pessoas possível, adotando, portanto, uma interpretação bem mais realista do material original, podando bastante o aspecto caótico e insano presente na obra.
O que não faltam são referências culturais a grandes produções cinematográficas do ocidente, o que faz parecer que o filme seja uma animação de algum filme de Hollywood. A própria abertura - dirigida por Shingo Yamashita e interpretada por Kenshi Yonezu que, juntos, fizeram uma obra-prima - é recheada até o talo com um monte de referências diretas à filmes. Tanto é que eu penso em fazer uma lista no meu Letterboxd com todos os filmes referenciados pra maratoná-los.

O anime diferencia-se bastante de títulos usuais por essa abordagem de Nakayama, que coloca um peso praticamente igual tanto nas cenas 'mundanas' como nas cenas de ação, além de fazer referências também no decorrer da produção, como ângulos de câmera e cinematografia característica do cinema ocidental que não é comumente vista em produções japonesas.
▶ Video Um paralelo entre um jogo de câmera realizado no episódio 1 e uma cena do filme Midsommar.Acaba que, por ser seu primeiro trabalho, não existe exatamente uma métrica pra avaliar e comparar com outros trabalhos. O que dá pra falar entretanto - e voltando novamente na questão das controvérsias das decisões de Nakayama - é que o público do Japão não engoliu muito bem as escolhas da direção.
As críticas se deram principalmente pelo fato de que muitos aspectos humorísticos e até mesmo básicos, como a linguagem, foram podados ou alterados pra se ter uma perspectiva mais realista. A paleta de cores é consideravelmente mais sóbria - com excessão das tripas dos demônios, que são bem vibrantes -, a dublagem é menos emotiva, se assemelhando mais à conversas e diálogos reais e o anime, no geral, não se parece com um anime.
Pessoalmente, eu entendo a insatisfação dos japoneses com relação às escolhas do diretor, e concordo com razoável parte delas. Acho que castrar o aspecto anárquico e desgovernado característico da obra original - e dos outros trabalhos do autor - acaba criando uma distância não muito agradável do material original. Particularmente, eu não iria com essa escolha, mas confesso que acho que algumas críticas foram desmedidas. Nakayama pode não ter tido a melhor das escolhas pra maioria das pessoas ao adaptar a obra da maneira que fez, mas não é como se fosse uma má adaptação.
Muito pelo contrário, o que não faltam são momentos extremamente ambiciosos, que além de casar muito bem com a estética da obra, elevam consideravelmente o material original. Vejo alguns exagerados dizendo que precisa de um remake ou coisa do tipo... Pra mim, isso é frescura. Mesmo que eu não fosse ter a mesma escolha de Nakayama se estivesse no lugar dele, eu respeito bastante o fato dele ter tido uma ideia e seguido com ela até o fim. Isso não é algo que se vê hoje em dia, então eu, pelo menos, busco valorizar.
Seguindo adiante à narrativa, acredito que os temas principais que esses primeiros arcos de Chainsaw Man buscam tratar é o da pobreza e das relações interpessoais. Como dito por Kensuke Ushio em uma entrevista, existe algo em na obra que outros títulos da Jump simplesmente não tem; parece que é real, ainda que dentro de todo o absurdo proposto por Fujimoto no bizarro e terrível mundo que ele criou.
"Eu quero pegar nuns peitos..."As pessoas tem aspirações reais; elas querem fumar, querem beber, querem transar... Isso é algo que se vê mais em personagens secundários ou terciários que não tem muito tempo de tela e muitas vezes como alívio cômico. Em Chainsaw Man, essas são as aspirações dos personagens principais, e, em vez de tratadas como alívio cômico, são colocadas de maneira extremamente humana e identificável.
Enquanto o mangá tem seu aspecto cinematográfico em meio à um pacing único e insano que é característico do autor, vemos na adaptação dessa primeira temporada uma interpretação mais sóbria, com um tempo linear, colocando-a como se fosse uma representação animada de como seria se a obra fosse um filme live action de Hollywood.
Se isso acaba podando consideravelmente o aspecto humorístico, por outro lado eu considero que eleva e muito o nível das cenas emotivas; sejam elas de raiva, tristeza ou qualquer outro sentimento. Você tem tempo o suficiente pra se deleitar em meio a um rio de emoções que os personagens colocam à sua disposição.
▶ VideoE, bom. Além disso, você basicamente nunca sabe o que vai acontecer. A linha do tempo é linear, sim. É mais lenta, sim, mas continua sendo uma obra de Tatsuki Fujimoto, o "nunca deixe que eles saibam seu próximo movimento" guy. Você nunca sabe quando o próximo acontecimento impactante vai acontecer, e até mesmo aqueles que não tem peso significativo na história ficarão enraizados na sua memória de uma maneira ou outra.
À respeito do apelo audiovisual, o design de personagens ficou á trabalho de Kazutaka Sugiyama (também trabalhou no mesmo cargo em Mushoku Tensei). Nessa primeira temporada, os designs acabaram divergindo um pouco de algumas características do material original, mas dentro da ambientação que fora proposta, serviu bem.
O estilo de animação é caracterizado em personagens com bastante sombreamento e detalhamento, mesmo nas animações. A paleta de cores - como destacado anteriormente - é menos vibrante, à fim de condizir com a direção de arte realista.
Por conta da complexidade do design de alguns personagens (em especiais as transformações), a equipe de produção optou por utilizar CGI, o que foi motivo de mais controvérsias para a produção. Se você me perguntar, diria que foi um CGI até que muito bem aplicado, tanto é que existem momentos em que parece que foi animado em 3D, mas não é. Se, por um lado, isso mostra domínio técnico da equipe de animação no manejo do software, penso que por outro lado acaba gerando exposição desnecessária pras cenas 2D que se assemelham com o 3D.
▶ VideoComo explícito acima, as cenas de ação são obviamente muito bem executadas. Apesar de não odiar CGI, eu ainda fico com aquela pulga atrás da orelha quando vejo cenas executadas utilizando o recurso. Outras cenas de ação que não utilizam, entretanto, ainda mostram o recurso técnico que essa equipe fenomenal detém.
▶ VideoSigo firme, entretanto, na minha opinião de que os momentos em que essa produção realmente se destaca são os momentos que não envolvem cenas de ação, os momentos emotivos. Isso porque houve um carinho e uma atenção enorme à essas cenas. Atuação de personagem extremamente acima da média, coisa que eu pelo menos não vejo muito na indústria.
▶ VideoAh é, um pequeno adendo; fiquei um pouco triste por não terem aproveitado tanto o sr. Hironori Tanaka. Ele participou fazendo a animação principal do primeiro miniarco e seu estilo de animação, além de tecnicamente excepcional, casa muito bem com a obra num geral.
▶ VideoNo que diz respeito à trilha sonora, posso dizer que Kensuke Ushio fez um trabalho fenomenal que se alinhou muito bem com a estética da obra, um grande acerto da produção. Ele trouxe características do breakcore enquanto mesclava bastante experimentação sonora e distorção de áudio, trazendo a sensação de "que bagunça!" que ele disse ter quando lê a obra. Teve inspiração em Aphex Twin mas, novamente, experimentou e saiu bastante da caixinha. Minhas trilhas favoritas são "edge of chainsaw", "the door" e "the devil hunter", mas o álbum inteiro é muito bom também.

Vale super a pena ler a entrevista que ele deu à Crunchyroll acerca do processo de criação da trilha sonora!
Algo que eu achei bem interessante foi ele dizendo que a equipe de produção não tinha a intenção de fazer uma trilha sonora que induzisse o leitor a sentir um sentimento, mas sim que o levasse a ter diferentes sensações diferentes dentro de um mesmo sentimento. Chainsaw Man é uma obra que dá muita margem pra interpretação própria, então ver que a equipe de produção se baseou nesse mesmo pretexto ao fazer a adaptação mostra o carinho que eles tinham pelo material.
No que diz respeito aos personagens, acredito que a adaptação fez um bom trabalho em conservar o carisma original do mangá de cada um deles. Os dubladores fazem um ótimo trabalho de atuação, e a equipe de animação eleva isso á outro nível com um grande trabalho de Character Acting. O desenvolvimento também é claro e realista; os personagens mudam bastante de um episódio pro outro, trazendo mais ênfase no caos do universo e mostrando que, mesmo com um ritmo mais pé no chão, ainda se mostra extremamente frenético por vezes.
Algo que eu gostaria de comentar, também, é em como o Fujimoto faz um trabalho espetacular em anexar nuances quase que imperceptíveis nas relações entre personagens. Conjunturas que só são possíveis dentro daquele universo mas que, de alguma maneira, ainda se assemelham com nossas dinâmicas sociais trazem um senso de identificação enorme de nós para com os personagens da obra.
Eu poderia passar horas falando de certos personagens de Chainsaw Man - Denji, Himeno, Makima - porque muitos ressoam bastante comigo, mas não acho que aqui seja o lugar apropriado pra fazê-lo. Quem sabe numa newsletter ou num blog pessoal futuro.
▶ VideoPor fim, vou compartilhar com vocês alguns dos simbolismos que eu identifiquei no decorrer da obra - então é meio impossível fugir de spoilers à essa altura. Vale lembrar que eu não sou nenhum tipo de especialista literário ou coisa do tipo, eu só gosto de compartilhar o que penso.
Em obras japonesas - animes, principalmente -, a maçã comumente ta relacionada à morte, renascimento e tópicos similares. Também é comumente utilizada ao abordar temas do cristianismo (Gênesis, o fruto proibido).
Olhando por essa ótica, acredito que, assim como morte e vida são dois lados de uma mesma moeda, é capaz interpretarmos a maçã como uma representação da vida dos dois. Veja bem; Aki oferece a maçã bem tratada ao Denji após ele dar absolutamente tudo de si em uma missão mas ainda assim acobertar um demônio por achar que é o certo. Apesar do Aki não saber os motivos pelo qual o Denji fez aquilo, ele ainda nutre algum tipo de confiança pelo Denji porque desde o princípio vê que a vida dele foi totalmente diferente do que ele imaginava em um primeiro momento.

A maçã bem cortada e tratada é, na minha visão, um recado do Aki, que se Denji escolher viver como um humano, ele está disposto a se colocar como uma figura de ordem e coerência - talvez até de orientação - em sua vida, uma vez que eles dois dividem o mesmo teto.
Já a maçã de Denji pro Aki eu enxerguei pelo menos dois sentidos. A que diga respeito do Denji, acredito que seja uma maneira dele de mostrar ao Aki - mesmo sem qualquer tipo de noção social de como fazê-lo (veja, até então ele nunca havia sido realmente inserido na sociedade, vivendo apenas na sua margem) - que ele pode estar ali ao lado. Talvez não ajudando da mesma maneira que o próprio Aki, mas impedindo-o de sentir uma solidão que o próprio Denji já sentiu.

Enquanto, por outro lado, vejo que a maçã pode ser uma maneira de simbolizar a própria vida do Aki. Naquela situação, quase todos os humanos da divisão 4 haviam morrido e ele se encontrava em um dos piores momentos da sua vida. Ele já deu a entender, por meio de outros diálogos posteriores à essa cena que só consegue seguir em frente porque é movido pelo desejo de vingança dele por todos aqueles que ele amava que foram mortos por demônios. Ele não vive por ele mesmo, ele vive pra honrar a memória daqueles que partiram e que não conseguiu superar, e é por isso que ele não se importa com a maçã; naquela altura, ele não se importava mais com a própria vida.
Ele tava disposto a entregar absolutamente tudo dele desde que isso o colocasse mais perto de alcançar seu objetivo. Por isso, pouco importa o que fizerem com aquela maçã - tanto é que pouco depois pegam-a na frente dele e ele não tá nem aí.
Sinceramente, depois de ver a paleta de cores utilizada em ambos os prints que tirei acima, me sinto mais compelido ainda à acreditar nessa teoria. O laranja dá uma sensação de nostalgia, de esperança e de conforto pra um Denji que tinha ali, sem saber, a oportunidade de começar a cultivar uma família, por mais estranha que ela fosse, enquanto os tons pálidos de azul, branco e cinza da segunda foto abrem margem pra um tom sombrio, triste e melancólico.
Esse aqui é um pouco mais simples, mais objetivo. Na minha visão, representa a conexão que o Aki tem com a Himeno. É uma conexão bem realista e que certamente existe em inúmeras pessoas na vida real. Ambos se apoiam num vício supérfluo como o do tabaco pra continuar vivendo num mundo tão fodido quanto o de Chainsaw Man. Eles se identificam dessa maneira, e é também o legado que a Himeno pôde deixar pro seu companheiro - e amor? - pra tentar tornar sua vida um pouquinho mais amena.
Acho bonita também a cena em que o demônio fantasma entrega o último cigarro da Himeno pra ele. Inclusive, tenho uma interpretação própria sobre isso também; quando a Himeno oferece tudo de si pro fantasma pra salvar o Aki, ela não oferece seu corpo pra ele, como fora no contrato em que ela oferece seu olho. Ela usa as palavras "Me dê tudo de si, e eu lhe darei tudo de mim."
▶ VideoAcho que a chave pra entender o porquê o fantasma se permitiu ser morto pelo Aki tá nessas últimas palavras. "Tudo de mim" eu acredito que seja absolutamente tudo que ela tinha na vida. Seus sentimentos, suas memórias, absolutamente tudo. Se os demônios consideram tempo de vida como uma moeda de troca valiosa, não tenho nem como imaginar o valor que seria todos esses aspectos intangíveis de uma pessoa.
Por isso, acho que, assim como o demônio raposa do Aki se enfureceu com ele por ter usado seu poder de maneira irresponsável, eu acredito que o demônio fantasma se compadeceu com a história e os sentimentos da Himeno pelo seu companheiro e decidiu realizar seus desejos de morte. Se você levar isso um pouco adiante, pode até assumir que parte dos sentimentos da Himeno se mesclaram com o fantasma - numa espécie de relação Pochita-Denji ou Power-Denji -, e por isso, ele viu como não sendo um fim tão ruim ser morto pelas mãos do Aki.
Há quem diga que a Himeno se tornou o demônio fantasma ali ou que simplesmente pediu á ele. São interpretações válidas, mas eu particularmente não acredito prque não acho que eu me permitira morrer por alguém por um simples pedido.
Por fim, na cena final do anime, onde ele fuma o cigarro com "Easy Revenge", me indica que ele vai carregá-la junto com ela no coração, apesar de todas as desgraças que ocorreram no arco.
Bonitinho, né?
Esse útlimo clipe é algo que eu não vi oportunidade de colocar no decorrer do texto conforme escrevia (me esqueci); cada episódio tem uma ending própria. A abertura não muda, mas cada episódio tem uma própria ending que faz referência bem abstrata dos acontecimentos de cada episódio. É bem maneiro, segue a minha favorita:

Ano-chan, você é a mais mais de todas.
Pra finalizar; seguem aqui uma sessão um pouco mais pessoal minha com relação à série;
Primeiramente; todo o universo de Chainsaw Man ressoa em mim como poucos outros fizeram. Não sei nem dizer exatamente qual o aspecto que mais me impacta; pode ser a estética, pode ser o Denji - que me identifico bastante -, não sei dizer. Só sei que existe algo nesse universo catastrófico que me atrai muito.
Segue aqui uma lista dos meus personagens e momentos favoritos nessa primeira temporada;
Não tinha como deixar ele de fora dessa. Além de ser engraçado pra caralho, é provavelmente o personagem que eu mais me identifiquei na vida nos mais diversos aspectos que o digam respeito. Pra colocar a cereja no bolo, ainda tem um design foda pra caralho.
▶ VideoApesar de preferir seu design no mangá - pelo menos em compração com essa temporada -, reconheço que conseguiram recriar bem a ominosidade que a personagem passa e que eu gosto tanto. Foi muito bem tratada e de maneira sutil, sem dar spoilers explícitos do que ainda tá pra vir sobre ela.
▶ VideoAcaba que essa aba é uma em que eu vou poder expor dois outros clipes que não encontrei espaço anteriormente, então aqui vai o primeiro, que é um corte que eu acho simplesmente fenomenal;
▶ VideoE, por fim, essa referência presente na abertura, que tem várias maneiras sutis de mostrar como a Makima exerce seu controle e manipulação pra cima do Denji, que acaba cedendo;
▶ VideoPra coroar, não podia ser outra. Acho ela uma personagem extremamente carismática e acho que poderia até vir a valer fazer um texto em outro lugar pra fazer uma análise aprofundada da personagem. Himmy you'll always be famous (♡ˊ͈ ꒳ ˋ͈)
▶ VideoAcho que por hoje é só. Tem mais coisas que eu gostaria de ter falado sobre, mas sinceramente eu já perdi a noção do quão grande esse texto tá e sou preguiçoso demais pra ir atrás de alocar mais coisas.
Se você leu até aqui, espero genuinamente que tenha gostado - senão, que perda de tempo, né? Se esse for o caso eu te peço desculpas do fundo do meu coração. Se você se acabar vindo se interessar por mim ou no que eu tenho a falar, me segue aqui no AniList ou em alguma outra rede social pra gente trocar uma ideia!
A gente se vê por aí, até mais.

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