Estive na expectativa de ver uma história mais filosófica, cotidiana e que deixasse em destaque as maneiras de conseguir se abster de uma vida antiga através do sacrifício do seu tempo de vida, certa parte foi cumprida e a outra foi totalmente irrelevante para a trama como forma de mostrar que "ó, não é somente o dinheiro que vai importar" mesmo quando no fim das contas a gente mal viu em prática isso sendo efetivado para mostrar que mesmo com o dinheiro ainda vai ser alguém triste.
No Fim considerei uma história com grande problemas em construção envolta do tema e que fica muito monótono ao extremo, em várias pontos tanto nos diálogos, personalidade dos personagens, ambientação e até um pouco da abordagem do tema sendo monótona por causa do restante.
TODOS os personagens são genéricos e monótonos na maneira que são abordados em relação as suas características e personalidades, sendo o mais ambíguos e diretos para tentar transmitir o tema através deles como ferramentas mas sem nenhum glamour de abordar características e personalidades bem destacadas ao leitor, mesmo quando se está próximo do final em que eles são melhore construídos por assim dizer, eles ainda faltam muito glamour em questão de transmitir as mudanças que sofreram com a própria compreensão, mesmo tentando abordar mais personalidade mostrando eles mais felizes ainda sim fica naquela perspectiva rasa e nada interessante de fato ficando no máximo "bonzinho" nessa parte, só que depois de mais de 10 capítulos de monotonia entre eles que era tão rasos e simplórios quanto um pires.


A maioria dos personagens só servem de uma ferramenta artificial para tentar levar o personagem para a merda ou no final tentar elevar o impacto da mudança que ele fez, de forma bem direta e simples como sempre, algumas conseguiram se destacar e outras eu via a forçada do autor em utilizar aqueles personagens de forma extremamente direta para direcionar a história sem soar algo sútil de fato.
O autor tinha tudo para fazer uma mensagem muito bacana de valorização de vida, só que ele representou isso de maneira tão direta e sem graça pela quantidade excessiva de falas e diálogos mal feitos que boa parte do impacto que teria no tema abordado acabou se perdendo.
Considerando um ponto relevante que foi muito mal utilizado pelos defeitos que tiveram durante a história, mas que pelo menos próximo do final ele conseguiu direcionar esse tema de maneira melhor e menos Edge como estava sendo anteriormente, momento em que eu considero que deu um pulo de qualidade não muito alta mas que se destacava em relação ao que estava sendo desde o inicio.
A arte é bem medíocre para ruim, do inicio até o fim.
Dá para notar o quanto os personagens são travados e não tem uma transmissão de linguagem corporal boa o suficiente para entendermos logo de cara suas personalidade e arquétipos, além dos designs serem bem simples, erros anatômicos e já que eu já até tentei fazer algum mangá consigo perceber alguns momentos em que ele se utiliza de fotos realistas para tentar facilitar o desenvolvimento do mangá da mesma maneira que eu já até fiz por conta própria, se for tratar da mesma maneira que um iniciante eu acho de boas.
Tem que ter a perspectiva de estar lendo uma obra iniciante para valorizar, mas eu acho tão exaustiva que eu odiei mesmo boa parte da leitura mesmo.
Em resumo achei realmente ruim e mesmo sendo uma obra curta, pelo fato de ter muitas páginas e textos que parecem de fanfic abarrotados fez com que se tornasse algo extremamente cansativo mas que depois dos 10 capítulos começou a ser melhor.
Por isso não dou a nota mais baixa possível, mas ainda considero ruim.
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