IntroduçãoAntes de começar a ler Spice & Wolf eu pensava que seria uma história mais suave de ler com um ritmo bom e um "Slice of Life" de viagem bem reconfortante, só que parte disso se concretizou e outra parte não, isso de ser uma história suave de ler foi um erro bem longe... a história enxuta muitas informações que faz com que a leitura seja mais travada, você realmente demora mais do que se espera lendo capítulo por capítulo, no caso também são mais longos só que fica variando bastante, entre capítulo de 17 a 25 páginas e outros para 25 até 32 páginas.
Eu gostei da história até que bem, a interação entre os personagens principais, as reviravoltas mais bem boladas para os acontecimentos com uma boa antecipação e também a parte de economia envolta das conversas são legais, só que não considero o máximo de nota possível por eu considerar que a história tende a ser mais extensa além da conta, entendo boa parte ter uma explicação só que daria para condensar melhor elas ou fazer com que soassem mais naturais conforme a leitura e por causa disso reduzo a nota e também pela arte ser meio capenga em alguns momentos.
Em resumo, para ter uma melhor experiência é bom já ficar extremamente focado e ler com calma para ir compilando as informações e entendendo de pouco em pouco se não tu ficará mais perdido, mesmo ainda tendo como entender os elementos base vai ter vários detalhes que irá deixar passar e esses pequenos detalhes podem ser mais relevantes do que você imagina, espere uma história de viagem que aborda bastante sobre economia e focado bastante na construção dos personagens principais.
WorldbuildingAlgo que eu gostei é da maneira que o autor atribuiu mais valor em relação as cidades envolta da parte de mercadoria e economia que a obra discute, dilemas e certos problemas que a cidade está passando vão sendo retratados conforme essa discussão na obra e é valorizada dessa maneira, de invés de abordar uma conexão de contemplação ao ambiente e a cultura do local como seria em One Piece o autor representa uma conexão a cidade de forma próxima em que foi feito em Magi, onde a gente aborda a estrutura da economia e dilemas que estão tendo para adquirir dinheiro, eu prefiro muito mais em outras obras pois eu ainda acho que em Spice & Wolf as informações da cidade que são transmitidas pela discussão de economia que está tendo não são feitas de maneira agradável e tão bem organizadas em informações, Magi faz isso sem ser tão enxuto de informações mesmo tendo envolvimento político no meio mas ela não se perde e acaba sendo deixando bem compreensível, agora em Spice & Wolf não é da maneira que mais elogiaria mas que funciona bem nessa temática, um bom Worldbuilding mas não tão luxuoso assim.
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O que eu acho curioso é que não lembro de ver com muita frequência páginas duplas envolvendo a ambientação, e das que eu lembro é a do inicio com a apresentação da Horo e depois umas páginas duplas do ambiente da guerra no arco final, e mesmo assim essas páginas não foram lá tão marcantes por causa da arte do autor que eu não acho muito boa, e quando faz o cenário da montanha lá, parece meio simples e não tão boa, mas ainda sim foi legal o momento e eu apoiava totalmente o autor quando fazia páginas com menos informações pois eu estava ficando cansado de tanta informação em alguns momentos.
Se também o autor tivesse abordado uma conexão de maior exploração e compreensão cultural nas vilas e cidades que passavam eu acho que melhoraria na quantidade de informações, sairíamos de momentos em que tem muitos diálogos e passaríamos em locais da cidade só mostrando eles conhecendo a cidade e tentando ter menos diálogos pois mesmo quando tinha isso ainda sim tinha uma quantidade além do necessário com as informações, se abordassem isso de forma mais destacada como forma de aliviar a tensão, ter mais momentos entre os dois e ainda deixar a leitura menos extensa em informações valorizaria ainda mais esse aspecto de Worldbuilding por mim.
InfodumpAlgo que eu achei bem medíocre em alguns casos foi a forma que o autor transmitia as informações, vários diálogos já eram muito diretos ao ponto e não soavam com delicadeza de espaçamento de interações que valorizasse a naturalidade da conversa, a construção de um diálogo para o outro ás vezes era bem meh, a história em si já tem bastante corte brusco de momento para momento e os diálogos muitas vezes pareciam ser meio assim bruscos.
Os diálogos além de extensos com MUITAS informações, ele também certas vezes parecem existir muito mais para informar do que "agir", em uns momentos em específico tinham essas reações só que de forma meio metódicas, conforme a história se passa pelo menos vai soando mais naturais pois vamos entrando melhor na personalidade e perspectiva dos personagens e isso faz com que certos trejeitos e até o diálogo pareça ter melhorado, ainda tem uns momentos que parece meio Infodump meio estranho, mas conseguiu melhorar comparado com o inicio.
Diferente de outras obras que li que é adaptação de Light Novel, essa é a que mais me transmitiu a "essência" das informações que tem na original, não em questão de fidedignidade mas sim de parecer um texto vindo direto da light novel por causa da maneira que é transmitida, não parece algo totalmente "natural" e ornamentado tão bem com o estilo de mangá as informações e ficando mais extensas do que deveria pois pelo menos nas light novels tem essa maior liberdade de ser muito mais específicos e detalhistas, só que essa adaptação em relação as informações que tem da light novel para o mangá eu achei muito medíocres.
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O que eu elogio é as informações transmitidas no 1° capítulo, começamos com um monólogo da Horo sobre sua percepção cultural e achei legal isso ao também transmitir uma paisagem graciosa por trás dela e complementando o monólogo de forma boa, tem uns momentos de interação do Kraft onde ele tem uns diálogos com o guarda que indiretamente reflete nesse diálogo o que ele faz e sua função, e algo que eu achei estranho é que tinham informações que ficavam a esmo sem explicação e isso mostrava que provavelmente quando fosse explicada fosse ter maior relevância, que é o que acontece quando a Horo aparece e temos a explicação e relevância por trás do que é um "Horo" que ficava em aberto durante a leitura e que só víamos as pessoas fazendo um "festival" envolta desse tema que não sabíamos, em si gostei dessa parte só que as informações transmitidas entre a Horo e o Kraft são feitas de forma muito monótona e ambíguo sem ter algo que agregue maior destaque na personalidade do Kraft até esse momento, eu achei MUITO estranho essas interações pois parecia muito mais por Infodump do que por ser algo natural pelas interações.
A partir daí as informações muitas vezes eram bem extensivas de formas que pareciam desnecessárias em algum ponto da história e que não soavam tanto naturais assim, somente a partir do arco da Elsa ou um pouco antes disso eu consegui ver uma grande melhora nas interações, eram bem diretas em alguns pontos só que existia uma lógica por trás que já tínhamos compreendido nesse momento e que facilitava muito para não parecerem só um Infodump, eram bem simples sem serem tão excessivos quanto eram antes, até o direcionamento dos acontecimentos ficou melhor ainda, esse arco foi o momento em que eu considerei ter dado um pulo de qualidade e que foi um dos melhores arcos de Spice & Wolf, só acho que a finalização dele foi meio apressada.
Agora outro defeito que eu queria comentar no final em relação aos diálogos é que os momentos de destaque sobre a mudança dos personagens em relação ao Timeskip que tivemos é muito medíocre e sendo colocados de forma muito simplória, tem até umas informações ali que realmente eu fiquei na dúvida do porquê serem tão específicos ou extensos de forma desnecessárias, isso me lembrou que em Undead Unluck também fez a mesma coisa em Spice & Wolf, só que comparado com Spice & Wolf as informações foram ainda mais extensas pois ele viu a necessidade muito maior de ter essa quantidade de informações para boa parte do elenco enquanto em Spice & Wolf foram só com alguns, daria para o autor ter feito isso também com a Elsa, Nora e Eva mas ele decidiu ser menos informativo de forma mais natural do que foi com o Col e uma random que nem lembro o nome.
É uma leitura pesada, só que pelo menos compensa em outros elementos e por ser interessante boa parte das informações, por isso entendo completamente quem achar chato.
Diferente de outras obras que li adaptadas de light novel, esta foi a que mais tentou preservar a “essência” das informações do original, não exatamente pela fidelidade, mas pela forma como elas são transmitidas — quase como se tivessem sido transportadas diretamente do texto. O problema é que isso compromete a naturalidade, já que a exposição soa pouco orgânica dentro da linguagem do mangá e não se integra bem ao formato visual. Como resultado, as informações acabam mais extensas do que deveriam, funcionando melhor no contexto mais detalhista de uma light novel do que em uma mídia que pede mais fluidez, o que faz com que essa adaptação, no geral, pareça fraca nesse aspecto.
PersonagensEm geral, boa parte dos personagens tinham uma função clara e direta em relação a influência deles na trama daquele momento, mesmo muitos deles não sendo extremamente profundos eles conseguem fazer bem as suas funções na trama e trazer até momentos legais, além dos personagens principais os que considero terem se destacado mais foram o Col, Eva e Elsa.
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Os momentos de interação e funções do Col foram muito bons, ele foi como uma maneira de variar ainda mais nas interações entre a Horo e o Kraft e ainda servindo como um aprendiz, ele também serviu como forma de tornar a exposição mais natural pelo fato de estar em aprendizado e o pequeno desenvolvimento dele foi legal.
A Eva acho legal a influência e a maneira que era direciona a trama por essa característica mais dúbia dela como mercadora, ela também acaba criando uma conexão mais especial com o Kraft que é legal, só fiquei bem ruim aquele momento dela dizendo que o seu objetivo é adquirir o máximo de dinheiro por ela ser extremamente arrogante e prepotente... eu achei tão pouco impactante e isso nem é levado muito a sério então fica só algo meio jogado a esmo na personagem.
A Elsa já é um caso dela ter seus dilemas a serem lidados e que são construídos durante o arco dela, ela tentando adquirir coragem para conseguir ser decidida com sua função é bem feito e tem bons momentos de interações com ela sem parecerem mais extensos do que precisava.
Em relação a Nora não considerei ela tão interessante pois teve uma trama e um dilema que tornava ela mais interessante como personagem, mas na maneira que foi trabalhada pareceu meio jogada e estranho. HoroA Horo em si eu achava meio conflitante no início, parecia ter uma personalidade mais contagiante e marcante do que o Kraft mas ao mesmo tempo tinha diálogos bem abruptos com ela dela mudando muito a direção da conversa de forma que fazia parecer que o autor estava tentando tornar ela mais carismática do que já estava, era uma louquinha que era meio desconexa em relação as interações de forma meio estranha e por isso no inicio eu não me simpatizei tanto.
Conforme a obra foi passando o autor foi fixando melhor seu carisma como personagem e foi retratando ótimos momentos entre ela e o Kraft, a cada vez tinha algum momento emocional que valorizava ainda mais a conexão entre os dois e foi ficando cada vez mais marcante conforme a leitura, ela acabou se tornando mais icônica na obra e eu até entendo pois ela realmente foi bem valorizada conforme a obra foi desenrolando.
E além disso tem bastante sexualização da personagem, pessoalmente não me incomodei mas para outros pode soar desnecessário e só ruim mesmo.
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O que eu senti meio decepcionado foi que no inicio sempre era destacado o quanto que sua forma de lobo era aterrorizante ao ponto de até pessoas próximas dela sentirem extremamente amedrontados com ela e por isso que não usava essa forma desde o inicio, algo legal pois chegou em um momento da trama em que foi construído uma tensão enorme onde tudo poderia dar errado e a Horo finalmente se transforma no Lobo enorme para solucionar o problema, algo que sempre foi comentado e dito dentro da história sendo agora utilizado para solucionar um problema e trazer uma reviravolta bem feita, o momento eu gostei bastante já que o autor realmente desenha a forma de Lobo dela de forma mais marcante e todo esse momento tem um destaque de que o Kraft mesmo conhecendo ela ele ainda fica amedrontado enquanto todos os inimigos ficam apavorados e sem nem ter como reagir.
Então... qual seria o problema? o que me incomoda um pouco é que depois desse momento, boa parte das vezes essa transformação é representada de forma menos icônica e aterrorizante como foi no inicio, eu até entendo o Kraft deixar de sentir medo pois a gente já teve uma construção de laço entre os dois que faz eu achar de boas ter esses momentos mais de boas nessa forma entre ela e ele, só que o que eu não gosto tanto é da facilidade dos personagens secundários de se adaptar a essa forma, em específico a Nora, Elsa e Evan tiveram muita facilidade de aceitar essa forma e mal tiveram medo dela, a Nora foi só por algum período mas logo em seguida já estava de boas enquanto os outros 2 mal sentiram medo, além disso até a maneira mais brutal e pesada que ela era representado envolta dos seus inimigos ficou mais soft, deixou de ser tão marcante quanto era na 1° vez e se tornou uma transformação menos amedrontador em geral, se tivesse por exemplo momentos em que a Nora, Elsa e Evan tivessem que fechar os seus olhos para não sentir medo facilitaria para eu aceitar o fato deles não sentirem tão amedrontados com a personagem, agora em relação aos inimigos eu até entendo que o autor quer refletir alguma dificuldade então não tem como ser da mesma maneira que foi na 1° vez onde todos ficaram sem nem reagir de tanto medo que tiveram dela, e até certo ponto também entendo os colegas não sentirem mais medo, só que a representação dela como algo amedrontador na 1° vez foi tão marcante para mim que eu sinto meio decepcionado de ter se tornado "outra coisa" conforme a obra...
É tipo o Super Sayajin 1 virar só uma transformação random e básica do Goku, tem até sentido mas ainda é decepcionante em algum ponto.
E na finalização da história temos finalmente a relação entre os dois se consagrando em casamento, gosto da relação dos dois e com esse final foi bem agradável de se ver isso acontecendo, uma boa personagem e uma das que mais se destaca entre o elenco.
KraftCom essa personagem não gostei mesmo da introdução por falta muito carisma nele logo de cara, ele vai melhorando conforme a leitura e no final consegue ainda ter maior valorização como personagem mas em específico com o inicio eu realmente não gostado dele, com uma introdução bem simples e com poucos elementos que se destacavam para ter interesse por ele.
Nos próximos ele tem isso de servir como Infodump mas ainda sim tentando transmitir algumas características dele em interação ou coisas do tipo, só que até o momento nada que fosse tão memorável, mas conforme progredi a relação entre ele e a Horo vai se destacando e tendo mais momentos interessantes do personagem além de uma personalidade que vai sendo cada vez mais fixada.
Um personagem que sofre de caracterização na introdução mas que vai se elevando na história ao ponto de ser genuinamente um bom personagem.
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Na 1° interação entre ele e a Horo eu achei um desperdício, de inicio vemos até uns momentos dele estranhando ela e ficando confuso mas não parece ser nada carismático, ele vê alguém pelada na sua frente e a reação dele é o mais seca possível, normalmente trariam aquela representação do personagem cafajeste com alguém pelada na sua frente, alguma timidez provindo do personagem pela situação constrangedora e mesmo se não sentisse nada o autor iria ter uma construção rápida para caracterizar melhor esse aspecto do personagem mas praticamente não teve nada disso, sendo uma péssima abordagem de retratação do personagem pois de invés de utilizar esse momento para dar mais carisma ao personagem ele é mostrado como alguém seco e que tá pouco se lixando para isso que tá acontecendo.
Conforme a história se passa aí sim a gente vai vendo ele melhorando, o momento dele sendo salvo pela Horo na forma de Lobo é muito bom, essa característica dela ficar devendo para ele é internamente uma justificativa do personagem para "impor" que eles fiquem juntos de sua maneira, no arco final ele tem uns momentos independentes da Horo para solucionar os problemas envolta da Guerra criando ainda mais independência ao personagem, algo que poderia afetar ele é o fato da Horo ser alguém tão forte que poderia tirar o foco e os momentos de destaque do Kraft mas o autor sabia disso e por isso queria que ele tivesse essa característica de tentar ser independente para assim ter seus próprios momentos de destaque na trama, e por isso considero que ele vai sendo melhor caracterizado com o aspecto de alguém rígido, que busca ser independente além do necessário e que trás bons momentos de destaque com ele.
ArteA arte acho nada demais, a quadrinização eu considero razoavelmente fora do convencional das que eu vejo mas que eu acho que o maior problema é a exposição e não no direcionamento, pois quando tem Infodump de coisas que forçam você a pensar muito mais do que algo simples isso trava mais a leitura de tal maneira que eu acho que mesmo uma quadrinização boa não poderia fazer passar de forma suave.
Dororo eu considero um exemplo, ele tem momentos de exposição estranha e conveniente para os momentos, mas sempre é algo simples e fácil de entender pois diferente de Spice & Wolf em que a exposição é extensa em texto e ainda tem conexão grandes de relevância, Dororo tem conexões de relevância mas a história reflete muito mais algo simples e direto e por isso a quadrinização complementa muito bem para passar por essa exposição de forma mais agradável enquanto em Spice & Wolf por terem informações muito mais específicas acaba que isso te faz se prender muito mais a cada explicação e balão de fala e acaba que a quadrinização não consegue compensar o suficiente na minha opinião, mas quando tem poucas falas eu acho até agradável a leitura, só não sei o que dizer dela de forma mais técnica.
A Arte visualmente eu acho bem medíocre, por ser uma obra que eu acho que é mensal pelo tamanho de capítulos isso me fez acreditar que poderia ter uma grande melhora de qualidade mas não é o que acontece, a arte fica melhor só que não é de uma forma memorável ou que se torna muito marcante a diferença, acho que melhorou em questão de Gestual que ficou mais diferente e melhor, o desenho do ambiente é bom só que tem alguns momentos que não é lá essas coisas mas em painéis de tamanho médio consegue compor bem o suficiente o ambiente e também a forma que desenhar os personagens achei que ficou mais bem desenhados, de inicio tinha muito disso dos olhos e do rosto dos personagens serem desenhados de forma muito genérica e também com uns erros e exageros além da conta, e depois foi melhorando e ficando mais fixo a qualidade dos desenhos, só que nada que fosse extremamente perceptível.
Boa parte das vezes a quadrinização não passa das 4 linhas que é até bom, se já tem muita informação em 4 linhas que é o recomendável num mangá imagina se tivesse com mais frequência 5 linhas ou até mais? com 4 é aquele linear entre ficar leve a leitura ou pesada.
E acho que o autor desenha bem os animais, Lobos, Coelhos etc eu vi que pareciam realmente bem desenhados, e ironicamente parece que quando ele faz as capas coloridas a arte parece ainda mais bonita do que dentro da história então eu acho que é mais o peso de se fazer página por página, pois as pinturas são até bonitas.
É isso que tenho a dizer, acho só um bonzinho para medíocre mas tá pro gasto.
FinalizaçãoO que posso dizer é que as informações e infodump é o que reduz a qualidade da obra junto com parte da arte que não consegue ajudar a elevar tanto ela, mas os diálogos melhoram, os personagens são bons, as discussões sobre economia são interessantes, boas reviravoltas criativas, o Worldbuilding consegue se destacar, gosto de uma obra de exploração e viagem e por isso ganha uns pontos extras comigo e as interações entre a Horo e o Kraft se destacam de maneira boa, diria que ficaria entre 8 e 8,5 então deixarei como 8,2.
Não tenho nenhuma nostalgia com essa obra então é totalmente pessoal e sem levar em conta tanto sentimentalismo por minha parte, espero que tenham gostado e tudo bem gostar dela, se eu tivesse tido mais releitura em relação as informações talvez eu aumentasse a nota mas quem sabe se irei rever ou não.
