

Visão geral
É bom anime, com uma excelente direção, a história é muito simples, queria que tivesse algo ali mais profundo. Incrivelmente, notei agora pouco que tem na "overview" do anime a tag "filosofia", se tem isso no anime me passou completamente despercebido, talvez seja referente ao último episódio, onde Yui está falando a seu eu do passado enquanto toca uma música sobre cartas ao fundo, ou pode ser simplesmente algo em relação a convivência e relacionamento das personagens.
Personagens
As personagens são bem carismáticas, dependendo da sua personalidade, vai preferir umas e outras, comecei achando que gostaria mais da protagonista central, não tenho uma favorita entre as quatro, gosto de todas, porém, de uma mais e de outra menos.
A Mio foi a que eu mais gostei, em primeiro momento ela me pareceu ser uma garota esperta e bem prudente do que sua melhor amiga, e é interessante notar que mesmo ela sendo alguém bem tímida ela vai de confronto a isso, quando suas amigas necessitam disso, ou quando a própria banda precisa, e mesmo sendo medrosa, se mostrou bem competitiva quando escutou a fita da antiga banda pelo episódio 4, e sentiu-se na obrigação de convidar a banda para se concentrar na evolução deste. O baixo que é seu instrumento, casa muito bem com sua personalidade, ambos são bem tímidos, o baixo caso nunca é muito destacado na música e nunca aparece muito nos holofotes, ambos tem papel importante na banda, alguém bem instruído em música sabe que mesmo quase não se notando a presença desse instrumento, ele é de suma importância na música, assim é Mio para o clube de música.
Ritsu é um misterioso a parte para mim, não a consigo descrever direito, não notei nela um confronto em sua personalidade, onde uma coisa se contrapõe a outra, como por exemplo na Tsumugi, que é pura como um anjo, mas parece ser uma entusiasta de Yuri. Ela é bem simples e reta, até um pouco fácil de ler, tem bastante apego a sua melhor amiga Mio, é divertida e parece estar sempre de bom humor, mas é desajeitada, preguiçosa, acho que é o típico estereótipo de um baterista de uma banda, é boa e atenciosa com os membros do clube e com as pessoas, ao menos parece. Seu instrumento, a bateria, me remete ao fato de que tanto a bateria quanto ela, são as duas barulhentas e ambas estão quase sempre a procura do foco, é são um dos alicerces para a música e a harmonia da banda, tanto a bateria como a própria Ritsu, que por sua impulsividade, foi a causa de existir o clube de música leve.
Tsumugi Kotoboki, ironicamente, ela foi a que notei mais coisas a falar, ela é a típica "One-san" dos animes, alguém mais maduro e calmo, que parece ser como uma figura materna, e que algumas vezes, é levado até para lado da conotação sexual da coisa pelo tipo de personalidade dela, ela é pura como anjo, mas como disse antes, isso se contrapõe, interessante notar isso que é usado para dar complexidade para personagens como em um anime desses, não notei isso na Ritsu, Yui ou a Azusa, talvez tenha passado despercebido aos olhos, ela é bem educada e rica, mas não esbanja isso a suas colegas, na verdade, procura até a esconder, procura sempre deixar os membros da banda bem entre si e procura manter a harmonia no grupo. Acho que o piano combina mais com ela que o teclado, mas os dois são bem parecidos e semelhantes no final. A Tsumugi é de uma familia rica e nobre, educada, modesta, completamente alguém da nobreza, assim reflete o teclado/piano, esses dois tipos de objetos musicais quase nunca tem o seu destaque merecido, apesar de terem importância para o ritmo, seja ele leve e calmo, ou mais agitado e contagiante, acompanhando os outros objetos musicais ele os enriquece e deixa a música bem melhor, Tsumugi é assim também para as outras garotas, sempre as acompanhado e apesar de não estar e descarta os holofotes, tem sua importância.
Quanto à Azusa, teve foco interessante em sua personalidade, sendo mais experiente em música entre todas do grupo, não conseguiu definir para si própria o porquê do clube de música leve a encantar tanto em comparação a grupos musicais mais maduros, o desfecho foi interessante, sua presença é notável, amadureceu as meninas como um grupo musical sério, ela tem seu papel na banda como guitarra de apoio, e que apoio, tanto para o relacionamento para um crescimento do elenco quanto em sentido de música.
Hirasawa Yui - olha que peso, carrega o sobrenome Hirasawa, o mesmo de Susumu Hirasawa... aliás, ouçam as composições dele! - a guitarra e essa adolescente, não vejo uma maior e tão clara ligação com sua personalidade que isso, é incrível as comparações que se pode fazer entre as duas, a guitarra sempre tem os holofotes, e tem a maior responsabilidade quem a toca, dita o ritmo, as outras a acompanham, sempre é a descontraída e a mais alegre, isso é a Yui e a guitarra, absurdamente parecidas, só não coloco mais exemplos da suas semelhanças porquê se esgotaram para mim, as sei que se pode fazer paralelos bem interessantes. Legal ver que apesar da sua personalidade toda despreocupada, ela se preocupava em achar algo especial para ela fazer ao final de seus últimos anos como colegial, e que ela sempre irá se empenhar naquilo que ama, mostrando que mesmo um preguiçoso achando algo que ame, vai se empenhar de todo o coração naquilo.
Direção
Naoka Yamada, fiquem de olho em todo anime que ela é diretora, pois o anime certamente irá ser muito bom.
A KyoAni sempre surpreende, mas não esperava tanto empenho em um anime desses, tem animação fluída para todo canto, desde a abertura até as coisas mais simples, como o andar e o centar das personagens, a fotografia e enquadramento disso aqui em algumas cenas é maravilhoso, a cena final da Yui correndo até o ginásio é a prova disso, lindo, lindo. Trilha sonora não deu por falta, teve presença constante, mas nada de destaque. Agora meus amigos...quero destacar duas cenas, a primeira é uma que acontece no primeiro episódio, tem a Akiyama e a Tainaka na sala que viria ser o local de encontro para as meninas, e lá apareceu a Kotoboki e conversavam sobre uma promessa, de repente, parecia um anime de drama, fiquei estupefato, tudo, tudo combinava, as vozes, a trilha sonora, o enquadramento a forma com que era contado a história em flaschback, nada soou forçado, nada! Parecia um drama muito real e com peso emocional para as personagens. Fabuloso! E a outra foi no episódio 3, uma cena onde a bateirista quer entrar no quarto de Hirasawa, e os enquadramentos mudavam, de forma muito agradável de se ver, e a animação continuava linda, não consigo descrever melhor, apenas olhando entenderiam. Só um adendo: a comédia é legalzinha. História: muito simples para se comentar apesar de ter momentos que mereciam uma certa atenção.
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