
a review by aquelesousa

a review by aquelesousa
This review is writed by and in Brazilian, so if you don't understand a single shit writen down here and want a translation, just come to me and i'll provide you - or try, at least. My english is just like my life: terrible. But anyway, long review short: Good Adaptation of a Terrible story with some minor mistakes.
Desde que as produções animadas em torno de alguma obra de Tite Kubo foram encerradas como resposta ao que veio se tornar como um cancelamento disfarçado de final justo e bem pensado, os fãs e não fãs - traduz-se também como "haters", porque na Internet só existe o "eu to certo" e o "você é um pau no cu" - sequer se questionavam sobre uma possibilidade de Tite Kubo voltar a produzir alguma obra, ou pouco menos que iriamos ter uma animação relacionada a qualquer coisa relacionada a seus trabalhos anteriores ou possíveis milagres atuais.
Well, Guess What?
Julho de 2018 nos presentearia com um One Shot publicada dentro da trigésima terceira edição especial da revista semanal do Jovem Pulo, onde parabenizaria também os autores que estiveram ao lado da revista durante tanto tempo, constando uma homenagem a Kubo que retornaria dentro dessa homenagem. Porém, pouco nós sabíamos - pouco a própria Shonen Jump sabia - que Kubo daria seu pulo do gato e pregaria uma peça em nós e na revista. Burn the Witch se tratava de um Spin-Off em One Shot de Bleach, apresentando um mundo dentro da realidade criada na obra anterior e que, meses depois, seriamos surpreendidos com um evento comemorando o aniversário de Bleach onde traria a notícia de que Burn the Witch na verdade ganharia uma serialização porém em moldes diferente do que nós estamos acostumados, entregando um pequeno arco de três capítulos lançados simultaneamente.
A Qualidade da história era o que nós tínhamos recebido anteriormente: construção de um mundo onde apenas o Kubo conhecia e esquece que ele está escrevendo uma história para desconhecidos, exposição pela proposta do dicionário, contextualização do irreconhecível e ilógico, desconsideração pela compreensão de leitura do leitor, personagens que não são personagens mas apenas estereótipos pela proposta de representarem apenas uma ideia de estereótipos, e o topo da cereja no bolo era o desejo forte do Kubo de vender duas protagonistas: uma insuportavelmente e outra da qual ele está realmente convencido de nos vender como a mulher mais gostosa do mundo que mostra a calcinha ao findar do One-Shot.
Za Warudo é pequeno, né? Porque coincidências costumam ocorrer de forma demasiada com o Kubo. Por que estou falando isso? Sabe o evento comemorando o aniversário de Bleach? Ele também trazia novidades sobre animações de obras do Kubo.
O Plural é proposital.
Nós teríamos uma adaptação episódica do último arco de Bleach, tal qual uma animação episódica de Burn the Witch, que traria os três exatos capítulos que viriam em formato fechado. Eis que chegamos em Outubro de 2020. Recebemos a adaptação e cá estamos nela, após assistir (ou fingir que assistiu e saiu lendo reviews alheias... ou na verdade só lendo o título, porque a internet é rápida demais para ler um conteúdo por inteiro) e absorver o que quer que tenham nos aprontado. E devo dizer...
A Animação foi feita pelo estúdio que vocês viram aí (porra, antes de clicar aqui tem uma página no canto esquerdo, lê ai e vê quem animou) e eu devo dizer que dado o orçamento do qual eles foram dados, eu posso dizer de forma segura que cada página e cada execução visual do mangá está transposta exatamente da forma como Kubo visionou. Traços à parte, devo dizer que gostei bastante da direção entregue pela animação, pois ela corresponde exatamente bem a experiência visual que é ler Burn the Witch. Os enquadramentos se mostram extremamente respeitosos a obra original e, aumentando ainda mais os valores da produção, uma salva de palmas para as escolhas das vozes e as interpretações entregues, pois eles vendem exatamente os personagens que ouvimos (imaginamos ouvir) durante a leitura. Os combates ganharam ainda mais personalidade do que no mangá - se bem que infelizmente mangá hoje em dia, no que diz respeito a lutas, eles vivem a serviço de anime - e é interessante ver isso transposto em uma ótima utilização de cores. Os aspectos vitorianos em tomadas coloridas e chores as vezes um pouco mais saturadas, outras mais brilhantes, e essas brincadeiras realizadas com a ambientação geral é bem interessante de se ver na parte técnica.
Kubo tinha uma história em sua mente e queria reproduzi-la, assim como todo roteirista. Uma história parece ter acontecido na sua cabeça, e na hora de transpor essa narrativa ele esquece que nós não conhecemos essa história e os personagens, o mundo, seus relacionamentos e conhecimento de causa não são de nosso - wait for it - conhecimento! E isso continua até o final da história. As protagonistas servem seus estereótipos e são a mesma nota do começo ao final, nenhum arco de aprendizado é realizado, os diálogos não são naturais e se prestam apenas ao serviço da exposição, não existe comunicação sobre causa e consequência, não existe comunicação sobre conhecimento, entendimento, características visuais ou auditivas que nos façam compreender sobre quem são esses personagens, suas funções narrativas além de servirem à um estereótipo... é tudo vazio. Beira o desrespeitoso, eu diria.
Resumo da Opera: Ótima adaptação...
... infelizmente.
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