
a review by LuxP

a review by LuxP
Estou fazendo essa review como uma primeira tentativa, ou seja, ela será, acima de tudo, um experimento. É a minha primeira vez fazendo esse tipo de “resenha” no site e de um anime que eu terminei há quase um mês então não será perfeita. Detalhe: Não há qualquer tipo de “major spoiler” ao decorrer do texto, o mais próximo, talvez, é qualquer coisa nas “Considerações Finais”, então, caso não tenha visto o anime, recomendo parar antes.
Se, de alguma forma, você, falante de português, tiver o ~~des~~prazer de passar por este humilde texto, peço, ou melhor, suplico para que deixe seu parecer no meu perfil. Obrigado, e agora vamos ao que interessa!

De início, fica claro que será um anime escolar clichê onde o protagonista é o mais forte e com seu mecha especial derrotará a todos... E é exatamente isso: a trama é basicamente sobre esse garoto, Takuto, que vivia com seu avô e foi ensinado a usar o seu Cybody (o robôs gigantes da série), Tauburn, e que, então, ao se mudar para a ilha natal de sua família, ele acaba tendo que defender as sacerdotisas da ilha de um grupo malvado chamado “A Brigada da Estrela Brilhante”.
Só que isso significa que será ruim? Não, pelo contrário, os primeiros episódios são surpreendentes! Quero dizer, para uma premissa tão medíocre, ele tem um grande começo. É simplesmente impossível não ficar boquiaberto com a animação maravilhosa das lutas e sentir prazer ouvindo a cereja do bolo, Monochrome, uma Insert Song 11/10.

Após essa introdução clichê, mas estonteante, seguimos para uma leva de episódios repetitivos. Sim, repetitivos. Tão repetitivos que só exemplificam o quão medíocre é o desenvolvimento do anime.
Por quê? Bem, justamente porque a proposta do anime para o seu desenrolar é a famosa fórmula “Villain of the Week” - que consiste em, toda semana (leia-se episódio), ter um inimigo diferente sem falta para o protagonista lutar contra (e sempre vencer). O pior de tudo: os antagonistas são secundários e figurantes sem um pingo de desenvolvimento onde suas únicas características significativas são a cor do cabelo.
Parece ruim, certo? Pois é, tenho que discordar. Enquanto por metade do episódio o anime trabalha a relação entre os personagens e sutilmente vai encaminhando a história, na outra metade ele simplesmente te embebeda de “enjoyment” com lutas magníficas e trilhas completamente “hype”. É burrice se ater apenas a história precária quando a segunda metade é pura diversão.
Eu entendo que a história é fraca, os personagens são fracos, caricatos, mas, sinceramente, eu não ligo. Eu me diverti muito com os momentos cômicos, achei alguns personagens divertidíssimos e queria só ver os robôs se enfrentarem num espetáculo visual,

Já no início do segundo cour temos (finalmente!) algum trabalho na história que o anime o quer contar - nesse ponto até eu já estava ficando de saco cheio do anime “paradão". Felizmente, a história começa a ficar bem intrigante quando o “Head” (vilão principal, para exemplificar) começa a se mover, o que fez com que eu não conseguisse me aquietar e evitar que eu ficasse pensando em teorias (que estavam certas, inclusive) sobre o que aconteceria a seguir.
Lá pelo episódio 15 e 16, uma das sacerdotisas tem uma história interessantíssima e o anime engrena. Assim, à medida que os episódios vão passando, o anime começa a ter menos lutas de Cybodies e vira sua atenção para a própria “lore”, o que só contribui para enriquecer a conclusão, pois, se continuasse como estava, seria apenas... medíocre. Inclusive, no meio do caminho, algo que já se preparava desde o início acontece: a peça do Clube de Teatro. Ah, e que forma de explicar a situação da ilha e dar ao espectador informações que o anime parecia que nunca iria entregar... eu devo dizer que foi o único momento que eu pude olhar o pro anime e dizer “Genial.”.
Chegamos, então, ao último episódio. E que último episódio... Absurdo! De longe, o melhor da série; individualmente ele se estabelece como um 10/10. É fantástico. Pega as melhores músicas da série, todos os Cybodies, a beleza e excentricidade da obra e culmina num espetáculo visual. Esse episódio nada mais é que uma forma perfeita de um anime medíocre como este se sacramentar.

É isso. Não há muito mais a dizer já que o anime é algo bem simples... Na verdade, há, sim, já que Star Driver mesmo assim possui simbolismos muito criativos: a forma em que explora a arte, como ele exibe os personagens de forma excêntrica ao passo em que faz constantes referências à forma de brilhar (vide "Ginga Bishounen" e até o nome do anime!), como todas as referências sexuais e esse exagero que são apenas naturais a obra já que ela vê como foco principal de poder o libido, os jogos de cores tanto no último episódio quanto nos cabelos dos personagens, a dinâmica Clube de Teatro X Brigada (que parece também algo teatral com todos aqueles figurinos e máscaras e o fato de ter como seu líder o presidente do Clube de Arte) e até essa representação de um átomo no último episódio que só consigo teorizar seu significado.
São todos esses os vários detalhes e características trabalhados nesse âmbito espetacular, fantástico, excêntrico, exuberante, bizarro, exagerado, brilhante, divertido e medíocre de Star Driver que fazem da obra algo tão estranho e peculiar que torna-se único ao seu jeito.
Por isso, senhoras e senhores, concluo aqui a minha “review” de Star Driver: Kagayaki no Takuto. Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de falar o que acho. Capaz de na próxima vez (em uma review futura, talvez) meu texto estar mais bem detalhado e melhor estruturado, mas, por ora, vou deixá-lo assim porque é errando que se aprende. KIRABOSHI!
”Pode ser que não vejamos mais este céu, mas, algum dia, nós veremos um ainda mais bonito.” - Tsunashi, Takuto
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