

Revi esse anime por ter gostado dele na época em que saiu, lá por 2017 - quanto tempo... -, me diverti bastante reassistindo-o, arrancou boas risadas. Mesmo que algo seja ruim, as vezes é possível divertir-se com algo de qualidade baixa, isso é algo até citado na anime, o jogar pela diversão, encarar a arte como deleite estético - e aqui não me refiro ao jogo como arte, pois não é, isso é assunto para outra hora -, e não outra coisa. É para sentir prazer.
Eu não chamaria esse anime de bom, diria que é decente, porque me divertiu e isso é o mais importante para a arte, dar prazer a quem a consome, se esta ou aquela arte é boa ou não isso fica para os entendidos da forma daquela arte avaliar e dar um veredito sobre a qualidade da mesma.
A parte técnica deixa muito a desejar, o design de personagens é inconsistente do início ao fim; a animação é medíocre, porém tem umas cenas com boas animações sutis; a fotografia é decente, mesmo que me incomode em alguns momentos; a trilha sonora é melhor do que deveria, Yoshiaki Dewa deu o sangue nesse trabalho; a composição de série não é algo que levo em consideração na hora de falar sobre algum animei, no entanto, o fato do anime não encerrar a temporada no episódio 11, que há um clima de fim de temporada, e sim no 12, que mais parece uma OVA de tão deslocado da história que é, me incomodou bastante, e ele me parece mesmo uma OVA porque nele há uma cena de banho naquelas pousadas tradicionais japonesas em que o design das personagens femininas não estava nenhum pouco inconsistente, único episódio em que o diretor de animação trabalhou; O diferencial disto aqui é a direção criativa de Manabu Okamoto, sendo Gamers! uma obra focada na comédia um diretor bom seria necessário, e Okamoto se saiu bem com o que tinha em mãos, há uns shots bem interessantes, até, mas nada que merece muita atenção.
A produção deste anime deve ter sido problemática para algo um pouco acima dos padrões da indústria não ter sido feito, já que a staff contava com algumas pessoas de destaque como Keiichirou Saitou, Yuusuke Kawakami e Yuki Miyazawa. Confesso que fiquei surpreso quando vi algumas figuras carimbadas da indústria nesse anime, merecia um carinho a mais, e por ter sido feito pelo estúdio Pine Jam, que geralmente entrega animes com uma qualidade visual acima do padrão e as vezes uma qualidade bem alta, me faz pensar na possível ocorrência de problemas de produção, em específico pelo cronograma, o qual eu suspeito ter sido apertado pelos motivos citados na parte técnica desta resenha.
No geral, é um anime para você assistir só para relaxar um pouco, dar umas risadas, e só. O romance é até interessante, infelizmente a parte mais interessante dele, o da Chiaki Hoshinomori, uma das protagonistas acabou por não ter muito tempo de tela por começar a ser introduzido e desenvolvido na reta final da temporada. Espero e desejo uma segunda temporada, gostaria de ver como a história de nossos personagens é encerrada.
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