Uma obra rica em sentimentos e paixão!
Eu fui completamente pego na tempestade de emoções positivas e negativas que é Ao Haru Ride. É uma obra divertida e afável, mantendo a simplicidade. Por mais que as resoluções dos dramas não sejam tão catárticas quanto poderiam, a história consegue intensificar suas emoções a um nível surreal. Não se apegar aos personagens ou sentir o que eles sentem foi uma tarefa impossível para mim!
Como o elenco é aproveitado.
O resto de seu elenco pode ser simples, pouco aprofundado e consideravelmente apagado conforme a obra avança, mas todos os personagens são vivos têm ótimas sinergias. Isto se deve ao bom ritmo do mangá.
Quando algo muda na história, é pela decisão de algum personagem, pois são eles que fazem a história, dando mais força a eles. Mesmo que escassas, as cenas dos coadjuvantes são completas o suficiente para que eles se sustentem bem apenas com elas, ao menos a ponto de identificação e relevância (como o Tanaka, que é um dos personagens mais vivos e completos da obra, estando quase sempre em plano de fundo).
Como o elenco não é aproveitado.
Porém, apenas por serem eles. O elenco em sua essência é divertido e funcional, mas não é identificável a níveis humanos. No geral, o drama é simples demais, pouco explorado. As cenas que exploram sentimentalmente os personagens são boas, mas não o suficiente. A impressão que eu tenho é que o drama principal é apenas uma fachada para que o romance aconteça. É o maior defeito de Ao Haru Ride pra mim. Uma vez que ele se foca nos contrastes e dicotomias do romance, seus dramas são qualquer coisa (com exceção do drama da Murao).
Digo, a carência de cenas mais ínfimas dos personagens faz com que os mesmos percam parte do potencial que tinham para cativar, diminuindo a qualidade da obra no geral.
Exceção digna de nota.
As críticas acima são feitas baseadas na série como um todo. Que existem personagens bem aproveitados com dramas minimalistas. Esta área será dedicada para uma auto refutação. Por mais que seja consideravelmente forçado, o Kou é um personagem com uma construção progressiva. É definitivamente o personagem mais completo e interessante da obra. É charmoso e chistosamente sarcástico, por mais que idealizadas, suas ações são plausíveis e seu desenvolvimento cativante, justamente porque sua mentalidade foi trabalhada, seu passado influencia em suas decisões e a sua reação à Futaba é perfeitamente plausível.
O que ficará comigo de Ao Haru Ride.
A ressalva suprema para Ao Haru Ride é sua atmosfera. Os garotos principais são incríveis e a maneira como eu fiquei tenso por eles é inesquecível. A densidade das páginas literalmente tiram o fôlego, me obrigaram a me colocar no lugar dos personagens.
Acredito que o que mais tenha me marcado em Ao Haru Ride seja a dicotomia Kou-Touma. Uma vez que você torce pelos dois, mas um tem que perder, é um contraste sensacional. A autora conseguiu fazer personagens opostos interessantíssimos cujo você realmente torce para.
Conclusão.
Ao Haru Ride é uma história divertida, eu ri em inúmeras cenas e chorei em outras, os personagens são inesquecíveis para mim, sem falar na arte simples e agradável!