Um dos, se não O, shõnen mais bem trabalhado dessa geração. A autora em nenhum momento subestima a inteligencia dos espectadores, a trama vai do micro para o macro de uma maneira muito natural e coerente, tudo já estava muito bem preparado por ela desde o incio, ela subverte diversas expectativas e cria varias situações interessantes e inesperadas dentro do gênero de 'anime de porrada'.
Um dos pontos que mais favorecem a grandiosidade do anime em termo de popularidade e qualidade são seus personagens cativantes e memoráveis, desde os personagens principais como Ed e o Al que você acompanha o sofrimento (muito bem explorado) de perder seus corpos e todos os ecos que aquela experiencia traumática teve em suas vidas e personalidades até aqueles personagens de suporte que aparecem em poucos episódios todos são bem trabalhados tornando-os mais memoráveis que diversos protagonistas genéricos existentes em tantos animes por ai. Arakawa cuida para que cada personagem tenha seu desenvolvimento e para que o publico não consiga ser indiferente a ele (e as vezes quebre nossa cara pouco tempo depois).
Outro fato encantador de FMA é o seu ritmo que consegue ser frenético e por vezes calmo, sempre nos estimulando a querer saber mais e descobrir tudo que esta por trás dos acontecimentos da trama regulando o nível de intensidade de uma maneira muito cautelosa criando momentos de quebra de tensão mas nunca tornando algum episodio desnecessário.
Além de tudo isso vale destacar é na coragem da obra de abordar temas adultos mesmo voltado para um publico jovem ela não teme em abordar temas como militarismo, fascismo, guerra, preconceito racial, corrupção, discussões filosóficas e fazer referencia a cabala.
PONTO BÔNUS: Nenhuma das personagens femininas é hipersexualizada ou diminuída em momento algum, todas elas tem pontos e momentos de destaque no anime.
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